{Segunda, 08 de abril de 2019} Apesar de termos dormido quentinhos e confortáveis, acordamos às 7 horas sentindo bastante frio no rosto.

Foi uma ótima ideia ter juntado os zíperes laterais dos 2 sacos de dormir e feito um ‘cobertor’ com os dois. Mas a cabeça fica muito perto da lataria do carro, por isso o frio foi maior.

Fora do saco de dormir o frio era intenso. Colocamos a roupa rapidinho e saímos para ir ao banheiro. Na volta descobrimos o motivo. O carro estava congelado por fora!!

Uma fina camada de gelo cobria os vidros, o capô do motor, o teto e o bagageiro. Pensando assim, a noite foi ótima!

A máquina de água quente estava quebrada, por isso tomamos café instantâneo frio. Comemos uma banana, uns muffins e terminamos de arrumar o carro para sair.

É assim. Quando o carro está no “modo casa” é preciso ajeitar tudo para o “modo carro” para podermos sair.

Deixamos o carro um pouco no sol, mas pouco adiantou. Fui tirar o gelo com o limpador de pára-brisas e nem me toquei que a água estaria congelada…

o carro congelou

Pegamos a estrada às 9h50 e depois de um tempo voltamos a ver guanacos na beira da rodovia.

A paisagem estava linda, esbranquiçada, com raios de sol tentando chegar até nós entre as nuvens escuras que teimavam em atrapalhar. Os pés começaram a esfriar, mesmo com duas meias.

São apenas 110 km entre Tolhuin e Río Grande, mas nossa previsão de estrada era de quase duas horas.

Novo ritmo

Decidimos viajar sempre a 80 km/hora, para economizar no combustível e também porque agora não há mais pressa. A viagem entrou em um novo estágio que a gente nem sabia que existiria. Menos quilômetros por vez, mais cidades pelo caminho, mais noites para descanso.

Agora os pés estão completamente gelados, mas a paisagem continua muito bonita. Estamos perto do mar, e em alguns trechos podemos ver a imensidão azul ao longe.

Vimos várias águias no acostamento. Que animais bonitos!!

Faltando menos de 30 km para chegar, não aguentamos mais. Paramos no acostamento, pegamos as botas de caminhada e trocamos, pois os tênis não esquentam nada!

Na chegada à Rio Grande, paramos no Diarco, uma rede de hipermercados no atacado. Não custa perguntar né.

E não é que eles vendem no varejo? Com o preço um pouco maior do que no atacado, mas ainda sim bem mais barato do que nos outros mercados.

Aproveitamos para comprar algumas coisas para melhorar nosso conforto. Uns panos grossos para forrar o chão para poder ficar descalço sem esfriar os pés, uma garrafa térmica de 1 litro para poder usar água quente dos postos de gasolina com mais facilidade, e mais comidas.

Depois passamos num posto para pegar água quente e fomos até outro mercado, onde estacionamos e almoçamos no carro.

Comemos arroz instantâneo feito com a água fervente que compramos no posto. Passamos a tarde toda trabalhando dentro da campervan nesse mercado e quando começou a escurecer, nos dirigimos a um posto de gasolina, onde mais tarde dormimos.

YPF salvador da pátria

O posto é um YPF, exatamente o mesmo que ficamos na ida para Ushuaia. Como ele é coberto, ficamos protegidos da chuva e do vento forte.

Ajeitamos o carro e continuamos trabalhando, agora com o wifi do posto. Não é das mais rápidas, mas pelo menos não ficamos parados em dia útil rsrs.

Na janta, comemos um lanche quente da loja de conveniência, que estava bom, apesar de não ser o que queria comer no momento.

Aqui o banheiro fecha às 22hs, e a senhora que faz a limpeza lembrou de nós de quando ficamos aqui na ida. Então ela manteve os banheiros por um pouco mais tempo… Uma graça de pessoa, até tiramos foto com ela.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 114 km
Tempo: 3h10 dirigindo.
Combustível: $ 33,56/l pesos argentinos (aprox. R$ 3,35)
Mercado: $ 1,773,70 pesos argentinos (aprox. R$ 177,37)

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Transfers: Viator
Passeios: ViatorTiqetsTourOn e Get Your Guide
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Agradecimentos aos nossos apoiadores dessa viagem:

Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

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