{Sexta, 19 de abril de 2019} A noite foi de ventos muito fortes que chacoalharam o carro por um tempão.

Depois que dormimos não sentimos nada de balanço e ao acordar às 7h40 não havia vento. Ufa…

Nos agasalhamos e saímos da campervan para ir ao banheiro. Motivo para comemorar: o céu estava quase todo limpo!

ÊÊÊ, o dia promete vistas maravilhosas.

Sede do Parque Nacional Torres del Paine

E a vista daqui também é linda. A sede do parque nacional fica na beira do Lago Toro e ao fundo estão as montanhas. As mesas de piquenique completam o cenário de paz e calma.

Tomamos café da manhã. Aveia com banana (Ju), aveia com leite em pó e açúcar (eu) e café com bastante açúcar. Quem conhece a gente sabe que tomamos café sem açúcar, mas aqui, o corpo pede calorias.

Depois do café a campervan ficou já no modo quarto, pois traçamos um plano para não passar frio depois da trilha.

A guarda parque foi super gente boa e encheu as três térmicas com água fervente, mesmo dizendo que não poderia. Pra nós, água quente é vida.

Ela nem poderia dar água quente, mas fez escondido e pediu pra eu sair com duas térmicas dentro do casaco ao voltar para o carro.

Rumo à Zona Pudeto

Dirigimos poucos quilomentros e chegamos no Mirante Lago Toro, que quase não tem identificação, só tem um estacionamento do outro lado da estrada.

A placa dizia trilha com dificuldade difícil, de 1h30 (ida e volta). Preferimos não fazer e seguimos adiante.

As paisagens da estrada são fantásticas. O rio Paine à esquerda e as Torres à frente.

Paramos no camping Pehoe para ir no banheiro. Aqui tem uma mercearia e restaurante.

Trilha Mirante Condor

Depois dirigimos mais uns metros até o estacionamento da trilha do Mirante Condor.

Essa trilha é de dificuldade difícil/média, mas as guardas-parque recomendaram, então não podemos deixar passar.

Primeiro passamos o bosque, queimado num incêndio, e então fomos subindo. O cenário de troncos queimados é triste, mas deu um ar de filme à nossa caminhada.

Trechos de lama, de pedra, de barranco, sempre com vista para o lago Pehoe ou para as montanhas.

O vento estava muito forte e a subida é bastante íngrime. Numa passagem entre dois morros mais altos o vento foi incrivelmente forte. Sério, mais forte do que quando a gente diz que o vento é forte. Multiplique por umas 10 vezes.

Depois já com vista ao outro lado do morro, subimos um pouco mais, caminhando de frente aos Cuernos.

Lá em cima, uma fantástica vista 360º da região. Inacreditável.

Sentamos por um tempo e comemos o lanche da trilha.

A volta foi tranquila, mas com vento no rosto. Levamos 2 horas para fazer a trilha toda, contando o tempo de parada para apreciar a vista.

Dirigimos até o camping novamente. Ele está na beira do lago Pehoé e aproveitamos para admirar mais essa bela vista. Aqui avistamos de perto, bem pertinho, águas, pica-paus, outras aves e raposa.

Hora de esquentar o corpo

Lembra que a campervan ficou em modo quarto? Tiramos a roupa da trilha, colocamos roupas secas e limpas e deitamos no saco de dormir para nos aquecermos.

Ontem o corpo esfriou muito quando voltamos da caminhada, por isso hoje fizemos assim.

Acabamos cochilando e ao acordar, preparamos o almoço.

A Ju comeu macarrão instantâneo e eu arroz jardineira, também instantâneo. Para completar, nós dois comemos purê instantâneo. Por isso que água quente é vida.

Depois do almoço, fomos ao banheiro do camping e foi quando vimos uma raposa de pertinho. Uma águia também apareceu, além de uns pássaros que não conhecemos.

Seguimos pela estrada e mais a frente paramos no Mirador Pehoé.

Mirante Pehoe - Paisagens incríveis do Parque Nacional Torres del Paine

De lá seguimos ao Pehoé Hostel que fica em uma ilha e se chega por uma ponte de madeira a pé.

Zona Pudeto - Paisagens incríveis do Parque Nacional Torres del Paine

Mais estrada, esburacada como sempre, e paramos no Mirante do Salto Grande, que é uma cachoeira com águas que vão do Lago Nordenskjold para o Lago Pehoé. A força da água é gigante, impressionante.

Zona Pudeto

Mais um pouco de estrada e às 17h chegamos à Zona Pudeto, onde há uma cafeteria e de onde chega e sai o catamarã. Vamos dormir aqui.

Dessa vez paramos o carro de frente para o vento, para balançar menos. Já que não havia nada para bloquear o vento, resolvemos contar com a aerodinâmica do carro.

Fomos checar o local. Os banheiros ficam a uns 50 metros, tem uma cafeteria e perguntamos se havia água fervente.

A proprietária disse que sim, que poderia servir a vontade. Falei que era uma térmica de 1,5l e ela brincou dizendo que só pode para fazer chazinho.

Ajeitamos o carro e fui buscar a água, deixei 300 pesos de gorjeta. As moedas estão acabando.

Já na camper, a Ju preparou um sanduíche de queijo, tomate, salame e molhos. Delicioso. Comemos ainda batata chips e o que sobrou da trilha.

Enquanto passei os arquivos das câmeras para o computador, a Ju planejou os outros dias no parque.

A bateria da campervan está pela metade, os quilometros de hoje não foram suficientes para carregá-la-la, então só deixamos carregando as baterias da máquina fotográfica e a luz só foi acessa quando anoiteceu.

Saímos para ir ao banheiro e a cafeteria havia fechado. Antes eram uns 10 carros e 4 ônibus e agora apenas 3 carros e um motorhome.

Jantamos sopa instantânea de milho, estava muito boa, mas sentimos que a alimentação está fraca.

Fomos dormir perto da meia noite.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 20 km.
Água quente: $ 300 pesos chilenos (R$ 2,00)

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Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

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