Os dias na casa da vó Cenaide foram ótimos, mas seguir viagem no modo ‘pra valer’ era necessário. Afinal, não construímos uma casa sobre rodas para viajar para as cidades de parentes, né.

Pegamos a estrada com destino a Rio Grande-RS, deixando para trás Santo Ângelo, o último porto seguro da viagem. Daqui em diante estamos por conta própria. Partiu América do Sul!!

Se você quiser assistir o vlog desse dia, dá play aqui em baixo e aproveita para se inscrever no canal.

A expectativa agora é de uma grande aventura. Estamos ainda com um pouco de ansiedade, para saber como e quando vamos nos adaptar a essa nova rotina viver cada dia em um lugar, morando num carro.

Esperamos ter muitas boas histórias para contar, que o carro suporte as estradas e o frio que nos aguarda.

Durante o trajeto viemos conversando sobre isso e sobre as possibilidades que podem se abrir a partir dessa viagem pela América do Sul. Uma coisa era certa, nossas vidas não seriam mais as mesmas.

A viagem correu muito bem até Santana da Boa Vista, depois de Caçapava do Sul, quando já tínhamos rodado uns 380 km dos 580 km até Rio Grande.

Barulhos estranhos

Foi quando começamos a ouvir um barulho forte e o carro começou a puxar para um dos lados.

Não dava para identificar o barulho, parecia por causa do vento, mas olhando para os lados não vimos as árvores se mexerem muito.

Paramos na entrada de uma empresa de agropecuária para verificar. Tudo certo com o bagageiro. Os pneus, que poderiam ser a causa da direção ir para um lado, estavam ok. Aparentemente nada ruim com o motor e com a suspensão.

Seguimos viagem.

Momentos de tensão – a campervan quebrou na estrada

Os barulhos aumentaram e conseguimos identificar que vinham do lado esquerdo, da frente. Umas batidas fortes, seguidas e contínuas.

A direção começou a ficar frouxa, com muita folga para os dois lados.

Não falei nada para a Ju, pois deixá-la ainda mais preocupada nesse momento não adiantava nada. Mas eu estava tenso, preocupado, temendo pelo pior.

Logo pensei: ainda bem que insistimos no airbag como opcional indispensável.

Não encontrava onde parar o carro, pois a estrada era muito sinuosa e sem acostamento.

Para piorar, logo começou um trecho longo de descida.

Os caminhões vinham atrás bem próximos de nós. No sentido contrário, muitos caminhões e carros.

Acho que nunca fiquei tão preocupado assim dirigindo. Temi por perder a direção em uma curva, de verdade.

O alívio

Encontramos uma entrada de uma estrada de terra e paramos. Ufa. Estávamos fora de perigo.

Ficamos uns minutos nos recuperando do susto. Olhamos o motor e nada. Tentamos ligar o carro e sair, mas o carro já não saía do lugar. Um estrondo seguido de uma barulho de metal em atrito nos fez entender que não tinha mais jeito. Só restava então chamar o guincho.

Ainda bem que o celular tinha sinal.

Stress com a seguradora

O seguro cobre o guincho ilimitado e hotel em caso de estar fora da nossa cidade.

Ligamos às 15h e pedimos para ir à Pelotas, a maior cidade da região, pois seria mais fácil e barato arrumar o carro. Pelotas está antes de Rio Grande, que era o nosso destino final do dia.

A seguradora disse que em 90 minutos o guincho chegaria. Passado o prazo, ligamos novamente.

Nos disseram que o guincho que estava acertado mudou de ideia e não levaria até Pelotas. O motorista só buscaria e levaria até a cidade dele, Canguçu. Por isso a seguradora estava buscando outro guincho.

Quando encontraram outro guincho nos ligaram, mas ainda não havia hotel reservado.

Foi uma novela. Quando a seguradora ligou novamente nos disse que o guincho nos levaria à Caçapava do Sul, onde havia hotel reservado. Então questionamos:

  • Falamos Pelotas! Por que estão querendo nos mandar para Caçapava do Sul?

  • Porque não tem hotel em Pelotas.

Mentira! Porque sairia mais barato para a seguradora nos levar até Caçapava do Sul e não Pelotas. Ficamos muito bravos. Entramos na internet e encontramos vários hotéis disponíveis em Pelotas.

Insistimos muito, a ponto de ter de levantar a voz para ser ouvido.

Não sei porque as pessoas só fazem o solicitado quando levantamos a voz? Se é possível fazer o que o cliente precisa, pra que insistir em outra coisa? Não consigo entender.

Resumindo, depois de 4 horas parados na beira da estrada, o guincho chegou quando já estava escurecendo.

A Doblo campervan quebrou

O motorista do guincho nos falou que a seguradora tinha passado a autorização para nos levar à Caçapava do Sul.

Ligamos de volta para a seguradora questionando, afinal tinham nos falado que iriamos para Pelotas. Mais um stress e minutos de argumentação.

No fim conseguimos seguir em frente, e não para trás, no nosso caminho rumo ao Uruguai.

Chegamos em Pelotas umas 10 da noite, comemos um sanduíche no hotel e dormimos preocupados com a campervan que teve que ficar estacionada na rua em um lugar que não nos parecia muito seguro.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 380 km
Tempo: 11 horas.  5 horas até o km 191 da BR 392. Mais 4 horas esperando o guincho. Mais 2 horas até Pelotas.
Combustível: R$ 4,58/litro em Santo Ângelo.
Alimentação: O almoço foi a marmita da tia Alda. Jantar foi sanduba no hotel, R$ 36,00 para nós dois.

Contribua para essa viagem

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Aluguel de carro: Rentcars
Transfers: Viator
Passeios: ViatorTiqetsTourOn e Get Your Guide
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Transferência online de dinheiro para o exterior: Transfer Wise

Agradecimentos aos nossos apoiadores dessa viagem:

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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