O roteiro de viagem da Tailândia chega ao fim e hoje é dia de atravessar a fronteira Tailândia-Camboja para continuar o mochilão na Ásia.

A ansiedade é imensa pois logo ali, um pouco depois da fronteira está uma das coisas mais incríveis que o ser humano já criou.

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Perrengue de viagem: Bangkok-Siem Reap

É logo ali, mas o trajeto mostrou-se muito mais longo e cansativo do que já tínhamos ouvido falar.

Acordamos às 6:30 e às 7:30 pegamos o ônibus em Bangkok com destino a Siem Reap, no Camboja.

O ônibus era um pouco melhor do que aquele que usamos para voltar de Chiang Mai a Bangkok, pelo menos o banco era um pouquinho mais confortável.

Às 11 horas o ônibus parou e algumas pessoas que tinham recebido em Bangkok um adesivo laranja para colar na camiseta desceram para trocar de ônibus. Não entendemos o porque disso.

Paramos às 11:30 em um restaurante, já bem perto da fronteira.

Quem tinha o bilhete igual ao nosso desceu “só” para trocar o bilhete por outro, para ser usado no ônibus depois da fronteira até Siem Reap.

O novo “bilhete” era também um adesivo, vermelho, que foi colado em nossas camisetas.

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Cuidado com o passaporte

Logo chegou um cara com formulários para preencher e preenchemos, pois achamos que era para não perder tempo na fronteira.

Depois o cara voltou, pediu 1 foto, o passaporte e 1200 baht de cada para fazer o visto do Camboja.

– Que? 1200 Baht? – Sim, para o visto. – Nós não temos Baht. – Tudo bem, lá do outro lado da rua troca. – Jú, quanto dá isso em dólares? – Dá uns 35. – Nós vamos tirar o visto direto na fronteira. – Lá também é em Baht e não tem casa de cambio. – Tudo bem, vamos pagar em dolar. Lá são só 20 dólares. – Sim, mas vai demorar e vocês podem perder o ônibus. – Não tem problema…

O cara ficou meio bravo e saiu. Não vamos entregar nosso passaporte a ninguém!

E até pensamos que ele não ia esperar a gente depois da fronteira para continuar a viagem. Mesmo assim decidimos fazer o visto na fronteira mesmo, pois aqui ia custar 15 dólares a mais de cada um de nós e com esse dinheiro poderíamos pegar outro transporte caso perdêssemos o ônibus.

O ônibus seguiu até a fronteira e lá, ao contrário do que o cara falou, tem casas de cambio, mas eles não trocam para a moeda do Camboja.

Fronteira Tailândia-Camboja

Passamos pela imigração da Tailândia e seguimos para a imigração do Camboja.

No caminho o cara perguntou de novo se a gente não queria que ele fizesse o visto, pois agilizaria o processo.

Ele disse que demora mais de meia hora e que todos do ônibus já tinham o visto e teriam que ficar esperando. Dessa vez ele pediu 1000 baht. Agradecemos e dissemos que nós mesmos iríamos fazer isso.

Na imigração, o custo foi de 20 dólares mais 5 para ‘agilizar o processo’. Aqui nós pagamos a propina, pois eles poderiam realmente estragar nossa viagem. Fala sério!!!

Demorou menos de 5 minutos e com o visto na mão, seguimos para a entrada do Camboja.

Pegamos a fila e o pessoal que fez o visto antes com o malandro cara do restaurante, estava lá esperando ainda para passar a fronteira.

De minibus até Siem Reap

Subimos na van e o cara disse que era bom trocar dinheiro aqui pois em Siem Reap não aceitam Baht e como hoje é sábado, os bancos estão fechados.

A van parou em uma casa de cambio para trocar de transporte e “forçar” a gente a trocar dinheiro lá. A taxa de cambio era horrivel: US$ 1,00 = 3400 riel. Pouca gente trocou dinheiro.

Depois, às 2 horas da tarde, pegamos um minibus horrível! Bem pior do que o pior dos ônibus coletivos que a gente já andou.

Para ajudar, a estrada é toda esburacada. Não é um buraco aqui e outro mais adiante, não. São buracos seguidos, a perder de vista na estrada sem curvas.

O golpe que todos conhecem

O motorista parou para fazer xixi e o Douglas me disse: O ônibus vai “pifar” depois do xixi.

Dito e feito. Problema elétrico no ônibus e meia hora de espera para nos dar uma canseira…

O ajudante do motorista não demonstrou nenhuma preocupação. Claro, eles fazem isso todos os dias para enganar os turistas.

Paramos para jantar, já tinha um minibus lá e depois chegou outro. Todos os passageiros estavam no mesmo ônibus que pegamos em Bangkok, mas cada um tinha um adesivo de cor diferente.

Um gringo já chegou perguntando a outro que já estava no restaurante: E ai, quanto tempo seu minibus ficou parado?

Hauahuh todos estão ligados no esquema.

A continuação do golpe

O ajudante do motorista veio a nossa mesa e disse que o minibus vai deixar a gente em um guest house da empresa, mas nós não somos obrigados a dormir lá. Se a gente quiser outro guest house, o tuk-tuk leva de graça… Sei, sei…

Levamos 7 horas para percorrer cerca de 180 kilometros!!! Às 9 horas da noite chegamos no Home Sweet Home Guest House, exaustos.

Na entrada tinha um monte de cambojanos se oferecendo para mostrar os quartos. Subi para ver e a Jú ficou na entrada com a bagagem.

O quarto era bom. Perguntei o preço e ele disse 8 dólares e eu disse que ia pensar.

– Jú, esses caras todos trabalham no hotel? – Acho que eles são motoristas de tuk-tuk. – Porque eles estão tão interessados em mostrar o quarto??? – Não sei. Fala direto na recepção.

Fui lá.

– Quanto custa um quarto duplo com ventilador? – Qual quarto você viu? – Não sei o número… – Espera um pouco.

O recepcionista estava procurando o cara que me mostrou o quarto.

– Quanto custa? – Preciso saber o número do quarto. – Um quarto duplo, com ventilador!!! – Sim, um momento.

Ele ainda estava esperando o cara que mostrou o quarto…

– Quanto custa um quarto duplo com ventilador? Sem resposta… – Você não sabe quanto custa o seu quarto?!?!?! Dei as costas e sai.

– Jú, vamos procurar outro. Esses caras são enrolados… Expliquei o ocorrido para a Jú.

Comissão, comissão, comissão

Saimos do guest house e os motoristas se ofereceram para levar de graça a outro lugar. Ai, sim tivemos certeza que eles ganham comissão, afinal, por que levariam de graça?!

Fomos até a esquina a pé e duas gringas perguntaram se a gente estava procurando hotel. Dissemos que sim e elas disseram que estavam no Home Sweet Home pagando 7 dólares.

Voltamos lá, com a poeira baixa, sem motoristas de tuk-tuk comissionados e pagamos 7 dólares ao invés dos 8 dólares de quando chegamos lá.

Pela felicidade das gringas, achamos que elas ganharam desconto por levar novos hóspedes.

Não somos mão de vaca, não. O que acontece é que não vamos ficar gastando nossos suados dólares nesses esquemas de tirar grana dos turistas.

Como é o golpe

Foi um dia puxado, mas já estava previsto. O engraçado é que todo o golpe aconteceu como o descrito no guia e nos sites que nos lemos… Dia após dia, ano após ano, sempre o mesmo golpe. A travessia por terra da Tailândia para o Camboja sempre foi e sempre será assim, até que o governo arrume de vez a rodovia e os voos não sejam tão caros.

Eles nos dão uma canseira, chegam tarde em Siem Reap, para que a gente pague qualquer preço no primeiro hotel que aparecer…

Dormimos super rápido por causa do cansaço. Amanhã vamos começar a conhecer Siem Reap e logo mais visitaremos Angkor Wat 🙂

Para planejar o seu roteiro no Camboja, leia os outros posts aqui. E para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Siem Reap. Os passeios, as atividades imperdíveis em Siem Reap e os transfers você encontra aqui.

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

12 comentários em “Dia 61 – Atravessando a fronteira Tailândia-Camboja

  1. Oi, Julia e Douglas,vcs estão em uma aventura mesmo,o conhecimento que vcs estão adquerindo e vivenciando isso vai ser muito util pra vcs e para as pessoas que estão acompanhando vcs pelo blog,estamos vendo o outro lado da historia….bjssssssmuitas saudades…

  2. oie……nossa; essa viagem eh pura aventura mesmo….legal q vcs estao conhecendo os
    dois lados da moeda em cada destino q passam…bjos

  3. oieeeeenao sei se vou conseguir postar esse recado…..kkkkkse o pc ajudar neh….li
    todo o blog =Ohauhahahulegal td ai heinmas eu n teria tanta coragemeh mto
    exercicio andar de bicicletahuahuahuahuauabjsssssssjack

  4. interessante, muito interessante essa coragem de não entregar de mão beijada aquilo
    que foi conquistado com muito suor. Este é um tema que pode ser abordado nos Foruns
    e ou Comunidades de Viagens…. Parabens pelos ensinamentos que estão nos
    dando… e a mim principalmente. Confesso que na altura do campeonato essa minha
    viagem ja estariam custando o dobro do preço que voces ja gastaram.Dete

  5. Oie Dete.Se desde o comeco a gente estivesse pagando o preco pedido, o dinheiro ja
    tinha acabado e a viagem tambem…Depois participaremos dos foruns quando voltarmos
    ao Brasil, agora ta meio complicado de acessar a net..bjooooooooo

  6. Não entendi direito: as 7h que levaram foi de Bangkok até Siem Reap, ou só da fronteira do Camboja até Siem? Pois chegaram as 9 da noite!! Durou o dia inteiro então?? Sério, tô quase desistindo de visitar Angkor por conta da confusão e tempo gasto nesse trecho/travessia!! (e de avião é muuuuito caro)

    1. Simone, as 7 horas foram só no trecho da fronteira até Siem Reap. Durou o dia inteiro sim :/
      Ouvi dizer que agora a estrada está asfaltada e a viagem é mais rápida.
      Fui ver no Google Maps, mas não tem o Street View dessa parte (National Highway 5 e National Highway 6). Mas tem fotos publicadas pelos usuários e vi algumas fotos com a estrada asfaltada, então deve ser verdade.

      Não desiste não, o lugar é impressionante.

  7. Tô fuçando nos posts de vcs e voltei neste aqui! Genteeeeee, mas este esquema da van é furada mesmo! Indo de táxi da fronteira até a cidade dá 2h exatas, numa velocidade constante de uns 80Km/h, já que não é permitido mais e eles não vão acima mesmo. Pagamos 35 dólares pelo táxi, eu e marido rachamos o preço com mais um gringo americano que se juntou com a gente. E fomos até lá de trem de terceira classe. Vou contar tudo num post (ainda assim é complicadinho e demorado).

    A estrada agora é toda asfaltada mesmo Douglas, em condições perfeitas. Ao ler de novo o post achei que a van tinha entrado na estrada errada para sacanear os turistas e demorar mais mesmo, mas pode ser que seja a mesma e foi asfaltada depois então… Era uma estrada totalmente reta? Pq é assim, sai da fronteira e vai reto toda vida até chegar na cidade. Ainda bem que pelo menos buraco a gente não pegou! rsrsrs

    1. É essa estrada mesmo, uma reta sem fim.

      Que bom saber que o acesso foi melhorado! O que diziam na época era que o asfalto não saía para beneficiar as empresas aéreas que faziam BKK-Siem Reap.

      Quando você escrever o post, deixa o link aqui…

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