Hoje começa de fato o roteiro de viagem no Camboja, iniciando pela cidade de Siem Reap, onde se localiza Angkor Wat.

Acordamos às 7:00, mas devido a cansativa viagem de ontem não tivemos força até a hora do almoço.

O restaurante do nosso guest house é um pouco acima da (nossa) média, por isso saímos para procurar um lugar para tomar café da manhã.

Os preços no Camboja são principalmente em dólares, mas pode-se pagar com a moeda local, o Riel…

Voltamos do café da manhã e ficamos no quarto descansando. Depois alugamos bicicletas e saímos para visitar o Land Mine Museum, porém, o museu do nosso mapa não existe no lugar indicado… Perdemos tempo e energia, mas tudo bem.

Fomos parar na entrada de Angkor Wat e como já era quase 2 da tarde e não compensava ir hoje, por isso voltamos para o centro e almoçamos no restaurante Shadow of Angkor.

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Amok, o prato típico de Siem Reap

Eu pedi um Amok, que é peixe assado com leite de coco, limão, amendoim e vários temperos servido dentro de um coco.

DE-LÍ-CIA!!!!

O Douglas pediu um peixe assado com molho apimentado que ele não lembra o nome… Só lembra que estava bom também.

Não tinha ninguém no restaurante quando chegamos, mas começou a encher depois. Também né, com cara que a Jú fazia a cada garfada, os gringos devem ter pensado que era a melhor comida do mundo…

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Herança do Khmer Vermelho

Na frente do restaurante tinha um homem com as duas mãos amputadas, vendendo livros em uma barraquinha.

Fomos conferir se havia algo de interessante lá. Os livros eram sobre a história do país, os templos de Angkor e também guias de viagens dos países vizinhos.

Ele habilidosamente pegava os livros para nos mostrar, mesmo sem as mãos.

Nos interessamos por um sobre o Khmer Rouge e compramos para ajudá-lo.

Iríamos ajudá-lo a colocar na sacola plástica, mas realmente não foi preciso.

Ele tinha muita habilidade, abriu a sacolinha bem rápido e colocou o livro dentro.

Em todos os países por onde passamos tem pessoas pedindo esmola.

É muito difícil ficar indiferente ao ver crianças sujas e com roupas velhas, com cara de quem realmente não tem boas condições de vida.

Para nós uma moeda não fará diferença, porém não iremos incentivar ninguém a continuar pedindo esmolas.

A grande maioria dos adultos, não tem nada que os impossibilitem de trabalhar e muitos deles colocam seus filhos para pedir esmolas.

Nesse trajeto, vimos pessoas plenamente capacitadas pedindo esmolas, assim como vimos cegos, mudos e deficientes físicos trabalhando normalmente.

Foi exatamente isso que reforçou em nós essa ideia de não dar esmolas as pessoas. Há outras formas de ajudar, comprando dos adultos que estão trabalhando apesar de tudo.

Visitamos o Old Market, que tem muitas lojas para turistas e tem a feirinha para os cambojanos, que, claro, tem condições bem piores do que a parte dos turistas, como sujeira e pouca iluminação.

Negociando o transporte em Siem Reap

Voltamos ao hotel. Pedi para arrumarem o chuveiro do nosso quarto e vieram a recepcionista e outro funcionário.

Enquanto o cara arrumava o chuveiro, perguntamos quanto mais ou menos custava o tuk-tuk até Angkor Wat e ela disse para negociar com ele pois ele é motorista de tuk-tuk. Por que era um motorista de tuk-tuk quem estava arrumando o chuveiro?

Ele pediu 12 dólares pelo dia todo para a rota curta e 13 para a rota longa.

Dissemos que é desde de o nascer até o pôr-do-sol na rota curta.

– Daí é mais caro porque tenho que acordar cedo…
– Quanto?
– 13 dólares.
– Mas que hora você acorda normalmente?
Ele desconversou…

– Dá um desconto para nós.
– Está barato. Tudo no Camboja é caro…
– Não está barato, não.

Nós pensamos, vocês é que fazem tudo ser caro.

– Tá bom, 12 dólares.
– 12 é muito!
– É barato. Tenho que acordar cedo…

Daí a Jú falou:
– Nós somos brasileiros…isso é muito dinheiro para gente…

Ele ficou pensando.
– Nós pagamos 10.
– 10 é pouco, 11 então.
– Não, 10!
– Onze!
– Mas enquanto você nos espera, você vai dormir…

Ele deu uma risada.
– Faço por 11.

A Jú falou em português para mim que iria de bicicleta e eu concordei.

Virei para o motorista e disse:

– Obrigado, vamos de bicicleta.
– Ok, ok. 10 dólares…Mas não posso pegar vocês aqui no hotel. Voces terão que ir até a esquina.
– Sem problema…

Ele nos disse que era para ir até a esquina para que o pessoal do hotel não visse, pois ele fez o preço sem a comissão do hotel.

Deitamos cedo pois o passeio começa antes do sol nascer.

Para planejar o seu roteiro no Camboja, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Siem Reap. Os passeios, as atividades imperdíveis em Siem Reap e os transfers você encontra aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

8 comentários em “Dia 62 – Primeiros passos em Siem Reap, Camboja

  1. Ola , casal!!Tudo bem??… Tb estou interessada em fazer o mochilao pela Asia.. e
    tenho varias perguntas para fazer.. ja li todo o blog de vcs.. e tenho aprendido
    bastante!!!.. Obrigada!! nao vou incoloda-los agora com minhas perguntas.. so espero
    que aproveitem o maximo cada dia dessa viagem!!..BeijosMarina

  2. hauahauhauha vcs estão ficando expert em tuk tuk…em pedir descontos, então nem
    se fala!!!!!!tá certo!!!!Dete

  3. Oi Pai!Queremos sempre saber um pouco da historia para entender o povo e os costumes.Contamos um pouco para que as pessoas se interessem e pesquisem mais sobre os assuntos…A gente prefere ajudar quem esta trabalhando honestamente e se esforcando.bjooooooooo

  4. Oi, Ju e Douglas, o blog esta cada vez mais interessante pq vcs estam surpreendendo
    muita gente…. vcs estam mostrando um pouco da historia e tbém nos mostram o lado
    humano… como exemplo desse senhor com as mãos amputadas…bjsssssssss

  5. Ola MarinaSeja bem-vinda ao blog!!!Que legal!!! Voce vai se divertir muito aqui na Asia!
    Entre em contato por e-mail que ajudaremos sim, mas teremos mais tempo para ajudar depois
    que voltarmos ao Brasil.Abracos!!!!

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