O roteiro de viagem por Kanchanaburi vai ser bem rápido, hoje é dia de conhecer a ferrovia da morte e fazer um tour fora da cidade.

Acordamos cedinho para passear. Dormir em uma cabana flutuante foi bem diferente, não foi totalmente confortável, mas acho até que a experiência valeu.

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Elefantes

Às 8:00 chegou a van do nosso tour. Fomos primeiro até um centro de treinamento de elefantes para passear montados no ‘bichinho’. Esse tipo de passeio gera muita controvérsia, mas esse lugar pareceu cuidar bem deles.

Nós dois subimos no mesmo elefante e tinha mais um senhor o conduzindo. Entramos na floresta… o senhor desceu do elefante para tirar fotos de nós, depois foi conversando com o elefante e ele começou a andar sozinho.

Passamos em 3 vilas minúsculas com casas de palha. Uma delas era a vila onde nosso condutor mora e lá tinha só 8 casas. Ele explicou fazendo gestos, pois não fala inglês.

As crianças vieram correndo e ficaram dizendo bem-vindos, com as palmas das mãos juntas.

Depois o elefante entrou no rio e andou um pouco com água até a metade do corpo. O domador foi explicando tudo como um guia de turismo. Muito bom, só tinha um problema, ele falava tudo em tailandês e sorria um monte, achando que estávamos entendendo.

Dessa vez não esquecemos de dar gorjeta. Pelo sorriso enorme do domador, acho que nós demos dinheiro demais. Demos gorjeta também para o elefante, mas pagamos em bananas. Acho que ele também gostou…

Bamboo Rafting

Depois seguimos rio abaixo em uma jangada de bambu. Muito legal! Os remadores também não falavam nada em inglês.

Perguntei o nome do rio e eles responderam 3 metros de profundidade… Perguntei o nome deles e eles deram risada, mas não responderam. Desistimos de conversar com eles…

Erawan National Park

Almoçamos na entrada do Erawan National Park e depois seguimos a trilha do parque que leva a 7 cachoeiras espalhadas pelo trajeto.

As cachoeiras são belíssimas e formam piscinas de água cristalina cheia de peixes grandes.

Subimos até a quinta cachoeira pela trilha, que não é difícil, mas o calor estava demais. Depois, na volta, paramos na segunda cachoeira para nadar.

A Jú não entrou na água, mas eu aproveitei muito. Nadei até debaixo da queda d’água e deixei a cachoeira massagear os ombros.

Os peixes ficaram me mordendo toda vez que eu parava de nadar. Mas não dói nada, parece cócegas.

Ferrovia da Morte

Do Parque Nacional fomos até a ferrovia da morte e pegamos o trem.

Andamos um trajeto de uns 20 minutos, mas foi o suficiente para ver estudantes tailandeses voltando da aula, brincando no trem como toda criança.

Vimos também uma bela paisagem rural, com o rio Kwai, casas de palha e muitas plantações. Pegamos a van de novo e terminamos o passeio na ponte do rio Kwai.

“Causos” de viagem: desenhando para conversar

De noite pedimos a janta e, enquanto esperávamos, fomos pedir na recepção as roupas que nós tínhamos deixado para lavar.

– As roupas ficarão prontas amanhã às 8:00.

Disse o cara com um inglês bem fraco, pior do que o nosso.

– Amanhã?
– É, hoje choveu.
– Mas a gente vai embora às 5:00 da manhã.
– Então, pega às 8:00.
– Mas nós vamos embora às 5:00.
– Tudo bem, vocês podem pegar as roupas às 8:00.
– Não, a gente está indo embora da cidade às 5:00.
– Então. Cinco.

E ele apontou para o relógio no ponteiro das 11 horas…

Daí a gente percebeu que ele não estava entendendo nada. Fizemos com a mão CINCO e aí sim ele entendeu a hora…

– Ainda falta passar.
– Tudo bem, pode ser assim mesmo…

Ele telefonou para alguém…

– Às 8:00 as roupas estarão prontas.
– Mas a gente vai embora às cinco da manhã…
– Então…

A Jú pediu uma caneta e um papel. Apontou para ele e escreveu 8 A.M. Depois apontou para nós, disse que vamos às 5 e escreveu 5 A.M.

Daí sim ele entendeu!!! Ele estava pensando que era às 11 e depois pensou que era às 5 da tarde… hahuauaauh

De volta ao quarto flutuante

Enquanto isso no rio passava um restaurante-balada flutuante puxado por uma barco, cheio de gringos felizes por estarem curtindo as férias deles.

O problema, segundo a nossa visão, é que esse rio tem uma historia triste e o restaurante-balada passa, com música alta, por baixo de uma ponte marcada por mortes.

Não vemos problema nenhum ter uma balada na cidade, afinal a vida continua, mas eles deveriam pelo menos respeitar um lugar com tal história.

A nossa guia comentou sobre um campo de concentração que virou restaurante e criticou tal comportamento. Enfim…

Para planejar o seu roteiro na Tailândia, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Kanchanaburi. Os passeios e as atividades imperdíveis em Kanchanaburi você encontra aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

8 comentários em “Dia 52 – Ferrovia da morte, elefantes, bamboo rafting e Erawan National Park

  1. cara, muito irado essas paisagens, poxa, vcs bem que podiam fazer um dvd com as
    filmagens hein!!! eu compro NA HORA!!! heheh, pensem nisso! abraço…

  2. hauhauahuahua… com todo o respeito pelo rio, não há como deixar de dar gargalhada
    com essa postagem……não tem como deixar de rir…. Mudando de nome o blog:
    “Peladão pela Ásia!”Dete

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