Nosso roteiro de viagem em Kanchanaburi foi super rápido, já estamos indo embora. A próxima parada é Damnoen Saduak, onde fica o mercado flutuante.

Não gostamos de dizer o que é obrigatório ou não visitar, pois cada um tem suas preferências. Mas gente, o mercado flutuante não merece ficar de fora dos seu roteiro de viagem na Tailândia.

Colocamos o despertador para 4:30 da manhã, mas perdemos a hora e só acordamos às 5:45. Nos arrumamos rapidinho e saímos.

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De Kanchanaburi a Damnoen Saduak

Na rodoviária pegamos o ônibus intermunicipal até Bang Pai. De novo só tinha eu e a Jú de estrangeiros, quero dizer, só tinha a Jú porque todos acham que eu sou tailandês…

O ônibus ia parando para subir e descer gente. Estávamos no primeiro banco e todos que subiam ficavam olhando curiosos para a Jú. Eles nem disfarçavam…

O ponto final do ônibus é Ratchaburi e a gente tinha que descer antes em Bang Pai. O problema era saber onde descer.

Eu ficava olhando para as placas enquanto o Douglas dormia. Tentava acordá-lo, mas logo ele dormia de novo. onde já se viu dormir nessa situação, sem saber onde descer do ônibus?!

Achamos que já tinha passado da cidade, mas a cobradora nos avisou quando chegamos em Bang Pai. Descemos na rodovia, no trevo da cidade, duas horas depois.

Andamos procurando uma lanchonete, pois não tínhamos tomado café da manhã ainda. Lanchonete?! Não existe isso por aqui… Pelo menos não do jeito que nós conhecemos.

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Meio perdidos, mas nos encontrando

Dobramos a esquina e vimos um gordinho acenando e vindo em nossa direção. Olhamos para trás para saber se era com a gente.

Ele acenou de novo e apontou para o caminhãozinho (o minibus). Ele fez sinal para atravessarmos logo a rodovia. Mas como íamos correr com os mochilões?

Ele estava com pressa porque os passageiros estavam esperando.

– Vão para o mercado flutuante?
– Sim.
– Entra, entra…

Como era um ônibus com outros passageiros, perguntamos o preço e entramos. Não fazíamos idéia de onde estávamos e para onde tínhamos que ir.

Só sabíamos que depois do ônibus de Kanchanaburi até a metade do caminho tínhamos que pegar outro ônibus para Damnoem Saduak.

Viajamos mais 40 minutos até chegar num pier, logo depois do centro de Damnoem Saduak. Ufa, deu certo.

Damnoem Saduak

Logo sacamos que o pier era muito turístico. Eles queriam 500 baht (quase R$15,00) de cada por hora para nos levar pelos canais do mercado flutuante.

– Não, obrigado.
– Porque não?
– Porque vamos procurar um hotel para deixar as mochilas e vamos passear amanhã. Hoje já está tarde demais.
– Está cedo.
– Não, agora deve ter muitos turistas.
– Não tem turistas e vocês podem levar as mochilas.
– Não, nós queremos deixar no hotel e visitar amanhã.
– Ok, 1000 Bath para os dois com hotel e transporte incluído.

Conversamos e decidimos andar mais pela avenida para ver se tinha outros piers.

– Não, obrigado.
– Por quê?
– Porque está muito caro.
– Ok, quanto vocês querem pagar?

Quando perguntam isso temos certeza que estamos sendo explorados. Agradecemos, saímos e a menina do pier foi nos seguindo, perguntando quanto a gente queria pagar…

Pausa para o lanche

Mais pra frente paramos em uma sorveteria para ver se tinha café da manhã.

O senhor da sorveteria foi muito simpático.

Tomamos só um cafezinho porque ele não servia pão, só sorvete e comida.

Perguntamos se ele sabia o preço dos barcos para nos levar pelo canal. Ele disse pra gente esperar um pouquinho que ele ia perguntar.

Passeio mais barato no mercado flutuante

Achamos que ele ia falar com as pessoas que estavam fora da sorveteria, mas não, ele andou uns 100 metros e voltou com o tio do barco.

Perguntamos o preço.
– 250 Bath para os dois por uma hora.
Fez gesto para dizer que não era com motor, e sim de remo. Melhor ainda, pensamos.
– Ok, mas amanhã.
– Vamos agora.
– Agora já está tarde, tem muitos turistas.
– Mas agora é bom porque tem bastante vendedores.
– Mas a gente gosta de tirar fotos e filmar e com turistas fica ruim…
– Ahhh.
Dai ele concordou. Marcamos para amanhã o passeio.

O remador ficou feliz e disse que todos os ônibus de turismo param lá no primeiro pier e os turistas pagam muito mais caro. Ele não entendia porque os turistas preferiam pagar 500 baht por hora.

Os dois ficaram muito felizes de conversar com a gente, chegaram até a sentar juntos na mesa.

Uma ajuda inesperada

Perguntamos para o dono das sorveteria onde tinha um banco porque a gente precisava trocar traveller cheques e ele se ofereceu para nos levar até o centro da cidade.

Aceitamos porque era longe para ir a pé com as mochilas.

Já estávamos esperando sair caro, mas quando chegamos, perguntamos quanto custou o transporte e ele não entendeu o porque da pergunta, ficou surpreso e disse que era de graça.

Ficamos mais surpresos do que ele. Foi a primeira vez que não fomos cobrados por um serviço.

Lá em Kanchanaburi já tínhamos percebido que tudo era diferente de Bangkok, as pessoas eram mais amigáveis espontaneamente, mas não esperávamos por isso.

Tiramos o dia de folga. Ficamos andando pela cidade, mas não há nada para fazer por aqui. Onde a gente andava todos ficavam olhando para a Jú como se ela fosse um E.T. hehehe

Para planejar o seu roteiro na Tailândia, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja onde se hospedar em Damnoen Saduak. Os passeios até o mercado flutuante pode ser feito desde Bangkok, veja aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

8 comentários em “Dia 53 – Damnoem Saduak, dia de folga forçada

  1. Olá Julia, td bem!
    Não ligue p/ o Douglas, dizer que vc é vista como um ET.
    É que vc é a unica pessoa diferente (bonita) por aí.
    Eles não estão acostumados a ver pessoas assim,são todos parecidos.
    Não se sinta uma estranha no ninho!!!rsrsrsrsrs
    um abração!!!!

  2. Oi !!! Julia e Douglas como que não tinha nada que fazer….
    apresentar a Ju na cidade já que estava chamando atenção de todos, rsrsrsrsrsrbrincadeirinha……..bjsssssssssssss

  3. OI Edinho!
    E isso mesmo..hehehe
    Mas e muito estranho vc passar e as pessoas pararem o que estao fazendo
    para te olhar. Nos outros paises tbem e assim, mas nesse lugar eu parei a cidade..hauhauaVirei a Miss Universo heheheheAbracao!!!Ju

  4. Sr, valdemar!
    Achei melhor esconder a Ju!!!Sei la ne…
    Tinha muitos homens olhando…huahuahuahu

  5. … então é interessante porque percebemos que realmente os dois estão
    escrevendo numa unica postgem. Vimos isso claramente nessa descrição:
    Douglas fala “todo mundo olhava pra Ju”…. e mais em baixo:
    a Ju falando “O Douglas dormia”Legal, muito legal tambem saber
    que existem pessoas que não cobram.. são boas por natureza! Muito legal,
    muito legal mesmo!!!!Dete

  6. Oie Dete!
    E verdade. Nos escrevemos sempre juntos.
    Um vai digitando e o outro ajuda a escrever o diario…
    Realmente existem pessoas boas.Poderiam ser a maioria das pessoas…Bjooooooooooo

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