O dia amanheceu bonito, com sol e sobrevivemos ao frio de São José dos Ausentes, a cidade mais alta e mais fria do Rio Grande do Sul.

A alegria tomou conta de nós, pois o isolamento térmico da campervan que fizemos passou em mais um teste. Uhuu.

Tomamos nosso café da manhã no carro e nos preparamos para passear. Hoje vamos conhecer o famoso cânion e o pico Monte Negro. Aprendemos que o melhor período para visitar os cânions é pela manhã, já que a tarde a neblina prejudica a visibilidade.

Se você quiser assistir o vlog desse dia, e ver como foi errar o caminho do cânion, dá play aqui em baixo e aproveita para se inscrever no canal.

Seguindo o GPS

O Sr. Mario falou para o Douglas que para conhecer o Cânion Monte Negro era só seguir pela direita na estrada que passa em frente a fazenda. Eu não estava junto e pelo GPS indicava o caminho pela esquerda. Insisti em seguirmos o GPS, afinal ele nunca tinha nos deixado na mão.

E lá fomos nós andando pela estrada de chão batido, andamos, andamos e logo o GPS indicou que chegamos ao local. Olhamos ao redor e não tinha nada além de árvores e plantações. Seguimos mais um pouco pela estrada, pois o GPS nem sempre é preciso, mas começamos a achar estranho o caminho.

Paramos em uma casa para perguntar, mas não tinha ninguém. Ventava forte, dava para ouvir o vento cantar.

Decidimos voltar. Uns três km depois encontramos um carro no sentido contrário e pedimos informação. Ele nos disse que tinhamos que voltar até uma placas onde estava escrito Pico Monte Negro. Quase tirando sarro de nós por não termos lido a placa. Esses turistas… Deu pra ver ele pensando isso rsrs

Voltamos e era a placa para o caminho da Fazenda Pousada Aparados da Serra. Enfim, não tinha nada de Cânion Monte Negro na placa, apenas Pico Monte Negro, que para mim eram lugares diferentes.

Passamos novamente em frente a pousada e agora seguimos pela direita, como o Sr. Mario tinha indicado.

E uns 2km depois chegamos ao fim de uma estrada com placas indicando que ali era a entrada para o Cânion e o Pico Monte Negro.

Tinhamos andado uns 14km a mais na direção errada. Mas tudo bem, demos uma voltinha pela região e vimos uma bela paisagem. rsrsrs

Pico Monte Negro

Estacionamos e passamos por uma entrada estreita, como um portão, onde só é permitida a entrada a pé.

Andamos uns 500 metros e logo a nossa direita avistamos o pico Monte Negro. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois é um morro simples. Achei que era um monte mais bonito, todo negro. Bem no estilo expectativa versus realidade.

Ele é o ponto mais alto do estado do Rio Grande do Sul, mas como estávamos bem ao lado dele, não passou de um morrinho.

Cânion Monte Negro

Um pouco mais distante, à nossa frente, vimos um grupo a cavalo parado observando a paisagem.

Ali deveria ser o ponto de onde conseguiriamos ver o Cânion Monte Negro. Fomos nos aproximando e a paisagem belissima do cânion foi surgindo diante dos nossos olhos.

Chegamos bem na beiradinha, já que não tem nenhuma proteção. Só é perigoso se você abusar da sorte.

Sentamos para observar aquela beleza toda que estava a nossa frente. Que paisagem!!

Sentimos o sol batendo no rosto e o vento que aliviava o calor. Andamos pela borda do cânion para apreciar seus diferentes ângulos. A cada passo, nova perspectiva.

Satisfeitos com a contemplação do dia, resolvemos voltar para almoçar na pousada.

Cachoeira da Fazenda

Chegamos na pousada e o almoço só seria servido às 13h. Perguntamos sobre a cachoeira que existe na propriedade, que o senhor Mario tinha comentado.

Nos disseram que era pertinho, menos de 10 minutos de caminhada. E lá fomos nós na companhia de dois cachorros da fazenda que foram nos guiando pela trilha. Adoro esses cães guia.

A cachoeira é pequena, mas bonita e boa para refrescar em dia de calor.

O sol estava forte, então voltamos para almoçar e descansar um pouco, pois levamos uns 40 minutos para ir e voltar. O pessoal fala que é logo ali, rapidinho, mas nunca é né?

Almoço

Como ainda não temos o botijão de gás para cozinhar no nosso fogão (só vamos comprar no Uruguai) e o camping da pousada não tem uma área com fogão, pia e mesa, como o camping anterior, ficamos na pousada para almoçar.

Outra opção era ir para a cidade procurar um restaurante, só que teríamos que andar uns 80 km para ir e voltar.

O almoço da pousada custa R$ 30,00 por pessoa e é buffet livre. São algumas opções de salada, arroz, macarronada, batata cozida, feijão preto e carne assada. Comida simples, bem de fazenda, bem gostosa.

Hora de trabalhar

Como você sabe, estamos viajando mas temos que trabalhar também. Bem no estilo trabalhando e viajando.

Mas depois do almoço bateu um sono, fomos obrigados a tirar uns minutinhos para cochilar. Estava um ventinho gostoso na sombra com o sol bem alto e uma paisagem linda com aquelas araucárias.

Depois de um cochilinho bão demais da conta, hora de trabalhar.

Depois editamos uns vídeos e textos, mas a internet estava muito lenta. Não conseguimos publicar nada.

Pelo menos adiantamos algumas coisas.

Arrumando a casa para seguir viagem

Como precisamos de internet para trabalhar, não podemos ficar muito tempo desconectados. Decidimos seguir viagem amanhã até Santo Ângelo onde vamos ficar na casa da minha vó e visitar os parentes, e acessar a internet rsrsrs.

Hora de organizar a casinha, jantar e descansar para acordar cedinho e pegar a estrada. Serão umas 10 horas de viagem de São José dos Ausentes até Santo Ângelo.

Amanhã tem mais!

Bjs

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 18 km ida e volta (14 km pelo caminho errado rsrs)
Entradas: gratuito.
Alimentação: almoço R$ 30,00 /pessoa. Jantar R$ 30,00/pessoa. Água (500 ml) R$ 4,00.
Hospedagem: R$ 30,00/ pessoa.

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Transfers: Viator
Passeios: ViatorTiqetsTourOn e Get Your Guide
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Transferência online de dinheiro para o exterior: Transfer Wise

Agradecimentos aos nossos apoiadores dessa viagem:

Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

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