Dia 92 – Lago Puelo e as primeiras impressões sobre Bariloche

{Sábado, 25 de maio de 2019} Acordamos lá pelas 7 horas em lago Puelo. Rapidamente nos trocamos, arrumamos o carro e tomamos o café da manhã.

Hoje o plano é visitar a passarela do Rio Azul, onde começa a Trilha da Cascata e a Trilha do Mirante.

De lá, vamos ver se a fábrica de alfajores está aberta (acho que não, pois hoje é sábado e feriado) e depois pegar estrada até El Bolsón.

Em El Bolsón, vamos ver no centro de informações de lá se vale a pena ficar. Se não valer, estrada até Bariloche.

Lago Puelo

Aproveitamos o preço bom da gasolina (Nafta Super) e abastecemos o carro.

Fomos de carro até La Pasarela, uma ponte pênsil que liga a cidade à área dos índios Mapuches.

Paramos o carro em um estacionamento gratuito no início da passarela e lá fomos nós.

A ponte é só para pedestres e por si só já é muito bonita, mas o Rio Azul multiplica a sua beleza.

Lago Puelo - Ponte pênsil do Rio Azul

Águas incrivelmente límpidas corriam sem pressa sobre pedras escuras. Dá para ver claramente o fundo do rio e a cor da água com o reflexo do céu nos encantou.

Na outra margem a paisagem era de tons amarelados, das folhas de álamos que o outono já havia derrubado.

Lago Puelo - Rio Azul

Trilha da Cascata

Seguimos para a Trilha da Cascata que tem em torno de 1 km.

A trilha é fácil e passa pelas terras dos Mapuches, indígenas locais. Uns 25 minutos depois chegamos à cascata.

Lago Puelo - Trilha da Cascata

Que linda que ela é. Ficamos um tempo ali admirando.

Lago Puelo - Cascata

Mirante do Rio Branco

Voltamos pelo mesmo caminho e seguimos depois para a trilha do mirante do Rio Branco.

Lago Puelo - Trilha do Mirante do Rio Branco

Essa trilha tem 1,5 km e passa por mais propriedades de moradores locais. O grau de dificuldade é baixo, pois a caminhada é em terreno plano por um bom trecho.

Só tem uma subida no final, mas que também é fácil.

Lago Puelo - Trilha do Mirante do Rio Branco

E que vista! De um lado as quedas d’água, em diversos degraus serpenteando grandes pedras.

Lago Puelo - Mirante do Rio Branco

Lago Puelo - Mirante do Rio Branco

De outro, o curso do rio, de água verde clara, em meio a mata de pinheiros.

Não esperávamos um cenário tão bonito assim.

Lago Puelo - Mirante do Rio Branco

Hora do almoço

De volta ao estacionamento, montamos o fogão e fizemos o almoço à beira do Rio Azul, com vista para a ponte.

Quando estávamos cozinhando, ao longe avistamos a cascata, que antes não tínhamos visto.

O almoço foi talharim ao molho bolonhesa. Uma delícia, ainda mais assim junto a natureza.

El Bolsón

Seguimos viagem. A fábrica de alfajores estava fechada, como desconfiamos. A estrada de Lago Puelo a El Bolsón é a Ruta 40, de enorme beleza cênica, entre pinheiros e montanhas.

Estrada de Lago Puelo a El Bolsón

De Lago Puelo até El Bolsón e Bariloche a estrada é toda pavimentada. São 16 km até El Bolsón.

A cidade parece grande e estava muito movimentada. Talvez por ser sábado e feriado?

No Centro de Informações nos passaram as atrações da cidade, e tudo era pago. Nada de tão interessante que justificasse o pagamento de entradas.

Pelo menos a forma como nos foi passada as informações, não despertou nosso interesse. Então seguimos até Bariloche.

A caminho de Bariloche

De El Bolsón à Bariloche a distância é de 120 Km e a estrada é muito agradável e fácil de dirigir.

Estrada entre El Bolsón e Bariloche

Perto de Bariloche, vimos uma estrada de terra que parecia ir até o Lago Guillelmo. Então entramos nela já esperando ter uma bela visão do lago depois de algumas curvas.

Depois de umas centenas de metros de estrada estreita, nos deparamos em um ponto com dois caminhos.

Fomos para a direita, pois a estrada estava mais aberta. Logo chegamos até um riacho.

Analisei e vi que até daria para passar, mas não quisemos arriscar. A nossa casa não é 4×4 e nem tão alta.

Meia volta pata tentar chegar no lago pela outra estradinha.

Ela é ainda mais estreita, com o traçado fundo e muita lama.

Desistimos e onde deu para virar o carro para não ir de ré, viramos.

Verdade seja dita. É uma viagem de aventura, mas saber o limite do carro é questão de segurança.

E se atolar aqui, quem vai nos socorrer? E quando? Já estava quase escurecendo.

Bariloche

Bariloche é um dos destinos mais sonhados e visitados por brasileiros. Você já conhece ou está na sua lista, não é verdade?

Mas sabe que a nossa primeira impressão não foi boa? Entramos na cidade e a sensação de insegurança se instalou de vez.

Antes de chegar na cidade lemos vários relatos de campervans que foram roubados. Vidro quebrado, porta arrombada. Existe uma gangue local que tem como alvo as campervans estrangeiras.

O bairro do acesso à Bariloche é bem pobre e há bastante gente vendendo produtos na beira da rodovia. Bairro pobre e comércio informal nos diz que faltam empregos e pode haver problemas sociais. O sinal de alerta acendeu.
Paramos no posto YPF perto da área turística. Precisávamos pesquisar onde dormir com segurança na campervan e também fazer o nível de stress baixar. Pra isso, o que a gente faz? Come!
Vimos um menu de desayuno (café da manhã) de pão com Nutela. Hum, é esse!
Será que o pão podia ser trocado por media luna? Será que agora final da tarde tem menu de café da manhã? Dúvidas cruéis.
Não e sim. Então nos sentamos e ficamos pesquisando onde ficar em segurança aqui em Bariloche.
Como a neurose se instalou, a cada 10 ou 15 minutos eu ia dar uma conferida no carro. Principalmente quando alguém ficava de olho nele de forma suspeita.
O problema é que o carro tem frases nos lados e atrás, e as pessoas ficam curiosas e param para ler.
Quando um caminhão que traz combustível chegou, tivemos que tirar o carro de lá. Então resolvemos ir para outro posto.

Onde dormir em campervan em Bariloche

Pelo caminho vimos dois hostels com estacionamento fechado, e resolvemos perguntar se era possível ficar lá.
Um deles só tinha quarto privativo por $1600 pesos, não aceitava usar as áreas comuns e dormir no carro, e o outro estava fechado para reforma.
Paramos em outro posto de combustível próximo e perguntei se poderíamos passar a noite estacionados lá. O playero (frentista) nos cobrou $ 200 pesos. Sério? Pagar pra ficar estacionado em um posto? Não.

Seguimos para outro posto e acabamos encontrando um YPF que parecia seguro. Tinha telhado na parte do estacionamento, loja 24 hs e clube ACA.

Perguntei se poderíamos passar a noite estacionados ali e falaram que sim.

Jantamos ali mesmo. Eu pedi o Grand Burguer e a Ju pediu o Ciabatta Criolla.

Vocês não imaginam como o Burguer é gostoso. Muito mais do que os fast foods que conhecemos.

Precisamos de um lugar seguro, com banho e wifi rápido. Mesmo que tenha custo.

A Ju encontrou um Airbnb ideal mas não conseguiu finalizar a reserva. Dava algum erro que não sabemos o que era. Só vinha uma mensagem: “alguém de nossa equipe entrará em contato em breve”.

Ficamos tentando até de madrugada e nada. Desistimos, vamos deixar para resolver isso amanhã.

Hora de dormir e descansar.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 130 km
Tempo: 8h30
Refeições (café da tarde e jantar): $ 695 pesos argentinos (aprox. R$ 69,50)
Gasolina: $ 1.175 pesos argentinos (aprox. 117,50). Lago Puelo e Bariloche $ 36,75/litro.

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Transfers: Viator
Passeios: ViatorTiqetsTourOn e Get Your Guide
Transferência online de dinheiro para o exterior: Transfer Wise

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Douglas Sawaki

Douglas Sawaki

Formado em Turismo e Hotelaria, com experiência em vendas e marketing na área do Turismo. Paulista que aprendeu a curtir São Paulo depois que deixou de ser um cara estressado. Meio sedentário, meio esportista, se é que você me entende.

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