Dia 81 – De Cerro Castillo a Coyhaique

{Terça, 14 de maio de 2019} Acordamos um pouco depois do horário programado. O frio essa noite foi bem intenso, pois nas montanhas ao redor da Villa Cerro Castillo estava nevando.

Esquentamos água com o “rabo de galo” dentro do carro mesmo, usando a nossa bateria estacionária da casa.

Como foi a primeira vez, não sabíamos como o inversor reagiria, pois o aquecedor é 220v e fizemos tudo no carro para 110v e não sabemos quantos watts ele consome. Para uma térmica pequena foi ok, só demorou mais para aquecer.

O João e a Carina sairam um pouco antes de nós para ir até o Paredón de las Manos, que fica distante uns 2 km da vila. Enquanto nós ainda tomávamos café da manhã.

Ainda enchi os galões de água e a térmica de 5 litros e fomos ao primeiro atrativo do dia.

Paredón de las manos

Chegamos lá antes da 10h e o local ainda estava fechado. O João e a Carina estavam nos esperando e como o portão estava aberto, entramos no parque arqueológico.

Existe uma trilha bem sinalizada e com placas educativas sobre a formação geológica, as plantas e os animais da região.

No primeiro mirante é possível ver o Cerro Castillo ao longe, com sua geleira e neve, atrás do bosque de árvores verdes e avermelhadas.

No segundo mirante, uma vista de frente para um paredão rochoso, onde estão as pinturas rupestres das mãos.

Ninguém sabe se há um significado ou se era apenas um passatempo, mas nessa região, e em outras partes do Chile e da Argentina, as mãos são bastante comuns de serem encontradas. Em Cerro Castillo são 79 locais, mas apenas esse pode ser visitado.

O curioso é que as mãos são melhor vistas pela câmera fotográfica do que a olho nu. E de longe também se percebe melhor.

Caminhando de volta, nos deparamos com um outro ponto de vista, lindo. Esse aqui:

Na volta, um senhor estava no Museu Escuela, que fica ao lado da entrada, e nos disse que estava fechado por causa das férias dos funcionários, mas que a trilha estava aberta. Ainda bem, pois já tínhamos entrado.

Perguntamos se havia banheiro público e ele gentilmente abriu o campus da universidade para podermos usar os toiletes.

Rumo à Coyhaique

Hora de pegar a estrada. Havíamos combinado de fazer o almoço em algum mirante na Carretera Austral, mas logo o João e a Carina pararam, ainda em Villa Cerro Castillo. Deu problema no inversor da energia, que fez o carro ficar cheirando curto circuito.

De Cerro Castillo a Coyhaique

Então eles seguiram direto para Coyhaique, para dar tempo de arrumar ainda hoje, e nós fizemos o caminho sozinhos.

O trecho de Villa Cerro Castillo a Coyhaique é de pavimento e pista dupla em boa parte do início. Nossa, fazia muito tempo que não víamos pista dupla.

O tempo estava chuvoso e não deu para fazer muitas paradas na estrada, mas o caminho é belíssimo, com cenários de interior entre montanhas nevadas.

De Cerro Castillo a Coyhaique

Sabe o dito que diz “o caminho é mais importante do que o destino”? Com certeza foi inspirado na Carretera Austral.

Quais cidades visitar? Esqueça isso, apenas percorra essa que é a estrada mais cênica que já vimos.

Procuramos o huemul por todo o caminho, mas ele não quis aparecer.

De Cerro Castillo a Coyhaique

Onde dormir em Coyhaique

Chegamos a Coyhaique lá pras 14h e fomos direto no mercado Unimarc, em busca de comida pronta quente. Compramos mais algumas coisas e seguimos até a Universidade de Aysen, onde poderíamos estacionar na rua, usar o wifi aberto e o banheiro.

Almoçamos e depois fomos ao Centro de Informação ao Visitante, onde pegamos dicas da cidade e região.

De volta a universidade, logo depois o João e a Carina chegaram.

Ficamos trabalhando no carro do meio da tarde até bem tarde. Lá pelas 21h colocamos o “rabo de galo” para esquentar a água para a sopa, mas a quantidade foi demais e ele consumiu quase toda a energia da bateria estaconária. Por isso, acabamos fazendo a sopa com água morna mesmo.

Jantamos rapidinho e continuamos trabalhando até meia noite, quando bateu o cansaço e resolvemos dormir.

Dormimos na campervan, estacionados na frente da universidade Aysen, mas se você busca um lugar onde dormir em Coyhaique, dá uma olhada aqui.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 87,1 km
Tempo: 2h30 dirigindo mais paradas.
Mercado:  $ 15.213 pesos chilenos (aprox. R$ 89,00)

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Julia Flores

Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

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