Será que eu caí num Golpe na Avenida Paulista? Não sei se o que aconteceu comigo foi golpe, ou se realmente fiz uma boa ação a alguém que estava em necessidade. O fato é, comentei sobre o ocorrido num curso e me disseram que já viram mais pessoas fazendo isso também.

Pesquisando na net encontrei o caso de um falso professor estrangeiro de inglês, que não falava português, dizia ter sido roubado e pedia emprestado dinheiro para pegar táxi para a casa dele. Prometia devolver o dinheiro no dia seguinte, depositando na conta da vítima. Mas isso foi relatado em 2007/2008, então não deve ser a mesma pessoa.

Golpe na Avenida Paulista?

Bem, eis o que aconteceu comigo…

Estava caminhando pela Avenida Paulista apressado como todo paulistano, quando uma pessoa chamou minha atenção com as mãos.

Eu disse que estava com pressa e não dei muita bola, como costumo fazer.

E aí ele disse em inglês: espera, me ajuda, não sou brasileiro.

Como num reflexo, parei e virei para trás. Hein, ouvi um “help me”??

O cara continuou ainda em inglês:

– Sou da África do Sul, me mudei a trabalho para São Paulo, mas a minha empresa em Cape Town fechou, me deixando sem nenhum auxílio aqui. Não tenho como voltar para meu país.

Com o rosto esperançoso, por ter conseguido chamar a minha atenção e por eu entender o que ele falava, ele continuou:

– Me virei por um tempo, dando aula de inglês e fazendo uns bicos, mas não consegui mais me manter financeiramente.

E seguiu:

– Hoje eu moro na rua. Estou com fome, preciso de ajuda para comer.

Se eu tivesse tempo, teria parado para saber mais sobre esse cara, levando ele para almoçar. Sabe, tenho curiosidade pela história das pessoas.

Seria interessante almoçar com um ‘mendigo gringo’ e ouvir o que ele tinha para dizer. Mas eu estava atrasado para uma reunião, e sem dinheiro na carteira.

– Cara, eu estou sem dinheiro, desculpe.

– Não quero dinheiro, pode ser uma bolacha, ou qualquer outra coisa que você tiver.

Aí me lembrei do cartão de vale refeição.

– Cara, vamos ali, vou pagar um almoço para você com o VR.

Fomos até um restaurante de buffet livre, deixei pago no caixa uma refeição e fui embora. Ele agradeceu imensamente e pareceu sincero.

Será que caí num golpe?

Se caí, pelo menos o ‘mendigo gringo’ não levou meu dinheiro.

O que vocês acham? Já ouviram falar sobre algo assim na Avenida Paulista? Ou em outro lugar do Brasil?

E por falar em golpe contra turistas, olha aqui alguns que vimos durante a viagem pela Ásia.

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Douglas Sawaki

Formado em Turismo e Hotelaria, com experiência em vendas e marketing na área do Turismo. Paulista que aprendeu a curtir São Paulo depois que deixou de ser um cara estressado. Meio sedentário, meio esportista, se é que você me entende.

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4 comentários em “Mendigo gringo: golpe na Avenida Paulista?

  1. Em 2017 fui abordado por um sul africano na avenida paulista, dentro do Center 3. Ele falava inglês como um sul africano mesmo, digo isso pois sou formado em inglês pela USP, acho que dificilmente me enganaria sobre isso. O cara contou uma história, disse que precisava de 18 reais para pagar o hostel onde morava. Acabei dando alguns reais pra ele, pois só tinha moedas. Esse homem tinha a minha altura, perto de 1,70m, era negro, e usava uma camisa social azul com listras verticais, uma calça jeans cinza, cinto preto, e sapatos gastos não engraxados.
    Na hora só dei minhas moedas pra ele, e ele saiu imediatamente. Quando parei pra analisar a situação acabei percebendo algo, antes de começar a andar pelo center 3, eu e minha esposa entramos no banco. Ela precisava encerrar sua conta do itau, coisa que ela fez na agência que tem na entrada do shopping. O rapaz veio como uma bala e nos abordou enquanto subíamos a escada rolante. Parece-me que ele aborda pessoas que saem dos bancos que tem ali na frente do shopping.
    Creio que o rapaz seja sul-africano, ou seja algum brasileiro que morou muito tempo por lá, pois o sotaque é no mínimo verossímil.
    Se encontrá-lo novamente tentarei conversar mais com ele, pra tentar ver se é golpe ou não.

    1. Rodrigo, pode ser o mesmo cara, a descrição bate. Pelo sotaque o cara não era dos EUA nem britânico, o acento era forte como os de países africanos mesmo. Se algum dia você souber de algo mais, comente aqui, ok? Um abraço!

  2. Amigo, vc caiu um golpe clássico da região… Esse cara aborda as pessoas com essa estória há uns 8 anos, pelo menos.
    Um abraço,
    Rodrigo

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