A passagem por Lisboa foi bem rápida, rápida mesmo, só durou uma tarde.

Visitar a cidade não estava nos planos, mas mesmo sem ter planejado nada, curti muito a cidade, pois caminhei sem rumo por ruas desconhecidas e fui descobrindo tudo na hora mesmo.

Na verdade nem era para eu ter visitado a cidade, isso só aconteceu porque perdi o voo de conexão de Lisboa para São Paulo depois que o voo da Portugalia de Madrid para Lisboa teve que ser cancelado por pane na turbina.

Embarquei no voo seguinte, cheguei a Lisboa às 12:00 e o embarque de Lisboa para o Brasil estava marcado para 23:10.

Tinha então até as 20:30 para tentar conhecer um pouco a cidade.

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A TAP, apesar de ter demorado um pouco, fez certinho tudo o que é obrigada por lei a fazer quando um voo é cancelado por problemas técnicos.

Ofereceu um cartão telefônico para eu ligar para a Júlia para avisar que o voo havia sido cancelado, ofereceu um hotel para descansar até o horário do novo voo, com transporte de ida e volta, e também as refeições do período de espera.

Chegando no aeroporto de Lisboa, havia um micro-ônibus esperando para levar os passageiros até o hotel Roma.

Por fora o hotel não é lá grande coisa, mas por dentro é bem bonito e bem conservado.

Como já tinha passado o horário do almoço, todos foram direto ao restaurante do hotel antes de fazer check-in.

Depois, tomei um banho, deixei a bagagem de mão no quarto, perguntei na recepção o que havia para ver e fazer em Lisboa em uma tarde e saí para andar pela cidade.

O hotel Roma fica a 2 quarteirões da estação de metrô de mesmo nome.

Peguei o metrô na linha verde, na direção do Rio Tejo, com destino à estação Rossio. Paguei 1,25 Euros e em menos de 15 minutos já estava no Bairro Baixa de Lisboa (conhecido também como Baixa Pombalina, já que foi edificada pelo Marquês de Pombal).

O que fazer em Lisboa em um dia?

Ao desembarcar na estação Rossio, caminhei pela Praça Dom Pedro IV seguindo ao sul. Engraçado sentir que já conhecia aquele lugar, foi como um flashback de algo que nunca aconteceu.

Passando a praça já dei de cara com a Rua Augusta e o Arco da Rua Augusta lá longe ao fundo, mas deixei o Arco para depois e fui a pé em direção do Castelo de São Jorge, passando por estreitas ruas morro acima.

As antigas construções são todas bem semelhantes, apenas os detalhes as diferenciam.

Boa parte delas ainda mantém os azulejos externos para decorar suas fachadas e as sacadas com parapeitos de ferro cuidadosamente ornamentados.

Lisboa vista de cima

No caminho do castelo tive uma ótima surpresa, encontrei um local perfeito para observar a cidade de Lisboa.

Entre o Largo da Atafona e Calçada Marquês de Tancos, no terraço do antigo Mercado do Chão do Loureiro, pode-se ver toda a parte sudoeste, oeste e noroeste da cidade, acima dos telhados dos prédios.

Castelo de São Jorge

Continuei a subir pela rua Costa do Castelo e cheguei ao Castelo de São Jorge.

Como eu não tinha tempo suficiente para explorar o castelo, fiquei um tempo admirando os muros e imaginando que antes de ter essa grandeza, o castelo foi sendo construído por partes.

Desde o ano 139 A.C. aquele local já possuía uma pequena construção para defender o território.

No Séc VII foi tomado pelos muçulmanos que acrescentaram muros e torres, e entre tomadas e retomadas, no Séc. XIII os cristãos por fim reconquistaram-no e o castelo viveu seu apogeu, recebendo mais muralhas e torres.

Foi no Castelo de São Jorge que, no Séc. XV, Vasco da Gama foi recebido depois de voltar da viagem de descoberta do Caminho (marítimo) das Índias.

Continuei caminhando, ainda sem saber direito para onde, mas com direção ao Rio Tejo. Como estava bem alto, imaginei que uma hora teria uma bela vista do rio.

Jardim Júlio de Castilho e Igreja de Santa Luzia

Depois de passar por mais ruas com prédios históricos e ruas de paralelepípedos, cheguei a um mirante chamado Jardim Júlio de Castilho, de onde é possível ver o Rio Tejo perfeitamente, como eu imaginei.

O Jardim é um anexo da Igreja de Santa Luzia, que possui nas paredes um painel de azulejos que representa a conquista de Lisboa. Logo atrás da igreja há outro belo mirante para o outro lado da cidade.

Elétricos de Lisboa

Desci a Rua do Limoeiro, por onde os charmosos bondes (chamados de Elétricos) ainda passam.

Não andei nele por falta de tempo, mas queria ter pego um e andado sem rumo só para ver a cidade.

Sé de Lisboa

Ainda nessa rua, cheguei à Sé de Lisboa, chamada inicialmente de Igreja de Santa Maria Maior.

Os historiadores dizem que foi construída sobre uma mesquita depois que a cidade foi reconquistada pelos cristãos.

A Sé é belíssima e imponente. Ao caminhar em volta e por dentro, ao observar os detalhes arquitetônicos, é possível sentir uma atmosfera medieval.

Baixa de Lisboa

Desci a rua e cheguei de novo a Baixa de Lisboa, na área comercial da cidade. Estava preocupado com a hora e deixei de andar sem rumo para observar essa região.

Passei rapidamente em uma padaria, pois não poderia deixar de provar um doce feito por um padeiro português legítimo.

Para melhorar a experiência, procurei uma padaria com um ambiente bem português.

Entrei e dei de cara com uma belíssima decoração de azulejos. O padeiro tinha um bigodinho típico.

Pronto, só faltava escolher o doce. Com os Euros contadinhos, não pude pegar tudo o que quis.

Escolhi o tradicional pastelzinho de Belém (e trouxe um para o Brasil para a Júlia provar).

Andei de volta à praça Praça Dom Pedro IV, e só de longe vi o Arco da Rua Augusta.

Peguei o metrô de volta ao hotel e só então reparei como os vagões são antigos. As portas do vagão batem com força ao fechar, fazendo um enorme barulho.

Voltei ao hotel, tomei um banho e logo já era o horário do jantar, antecipado por causa do horário de retorno ao aeroporto.

Definitivamente Lisboa foi uma experiência boa, que repetirei com certeza, acompanhado da Julia. A cidade é ótima para praticar o slow travel: parar, observar o cotidiano, andar sem rumo…

Para planejar o seu roteiro em Lisboa, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Lisboa. Os passeios, as atividades imperdíveis na cidade e os transfers do/para o aeroporto você encontra aqui.

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

12 comentários em “O que fazer em Lisboa em um dia

  1. Portugual é tudo de bom…….lugar para ficar pelo menos uns cinco dias….fiquei 3 dias que valeu a pena……..Tem a Rua Almirante Reis,,, com cara da Avenida Paulista e com os preços da 25 de março…onde tem tudo , desde várias lojas de confecção até Mercados com azeite português da melhor espécie e de preço bem barato……..amei Portugal.

  2. Quase não o perdoava por dizer que Lisboa (Lx para os amigos) não fazia parte dos planos. Mas depois de ler o que você conseguiu ver numa tarde está quase desculpado. espero que tenha ficado a vontade de conhecer a Capital mais linda da Europa e se precisar de algumas dicas é so dizer qq coisa.

    1. Andrew, obrigado. Se pudesse escolher, com certeza a cidade estaria nos planos. Por enquanto não temos viagem programada para lá, mas quando tivermos, vamos pedir dicas sim!! Se quiser dar dicas para quem ler este post, pode ficar a vontade para comentar aqui. Abraço!!!

  3. Sou um pouco suspeito para dizer isso (dado que sou português), mas Portugal tem realmente locais muito bonitos. Lisboa é um desses locais, mas não apenas Lisboa. São muitos os locais interessantes deste pequeno país “à beira mar plantado”.

    1. É verdade, sabemos de muitas belezas do país. Queremos muito fazer uma viagem sem pressa pelo seu país 🙂

  4. Olá a todos,
    Queria deixar uma sugestão para uma futura viagem a Portugal.
    Belmonte é uma vila magnifica,bem perto da Serra da Estrela, e terra natal de Pedro Alvares Cabral navegador e descubridor do Brasil, tem tambem a mais antiga comunidade judáica de toda a europa, que consegui sobreviver mais de 500 anos neste cantinho de Portugal.
    Belmonte tem monumentos unicos e uma rota de museus magnifica, entre os quais o museu dos descobrimentos galardoado pelo turismo de Portugal.Vale mesmo a pena descubrir esta Aldeia Histórica de Portugal.

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