{Quarta, 10 de abril de 2019} Acordamos às 7h da manhã, mas só saímos da cama às 7:30.

Para ter proteção do vento forte, estacionamos atrás da prefeitura, em um local ao lado de uma área que está em obras. Por isso decidimos mudar o carro de lugar antes de desmontar a cama e de tomar café da manhã.

Algumas placas de obras bloqueavam o caminho. Foi difícil retirá-las para poder sair, pois eram muito pesadas e as mãos estavam congelando por causa do frio.

Voltamos a estacionar na frente do centro de informações turísticas. Desmontamos o quarto, transformando em sala de café da manhã.

Às 9hs o banheiro do centro de visitantes abriu então fomos lá, já apertadíssimos. Lá tem mesas com computadores e sinal wifi, então levamos os nossos notebooks. A Jú trabalhou com as tarefas da semana de uma cliente e eu fiz anotações sobre as rotas de hoje e de amanhã.

Daqui dá para ir direto até Puerto Natales, mas decidimos parar no meio do caminho, num lugarejo chamado Villa Tehuelches.

Quando estávamos quase saindo encontramos com um casal que visitou o Antarctica Experience com a gente. Conversamos e descobrimos que ela é filipina e ele é sul coreano. Eles compraram uma van no Chile, vão até o Brasil, Bolívia, Peru e Colômbia.

Olha que legal a van deles.

Só que eles não tem nada montade dentro, as coisas ficam em malas e eles dormem em saco de dormir. Só isso.

Almoço em Cerro Sombrero

Às 13 hs o Enrique teve que ir a Porvenir e fechou o centro de visitantes. Então fomos atrás de um lugar para almoçar.

O food bus, nome chique do busão caindo aos pedaços que é uma lanchonete, estava fechado. O mercadinho da praça também, em siesta até às 16hs.

Perguntei na rua a uma pedestre e ela indicou um negócio. Negócio, que negócio? Padaria? Mercadinho? No, no, negócio que vende de tudo.

Ficamos curiosos e chegando lá, estava fechado também. Alguns comércios nas cidades pequenas funcionam nas casas dos donos e é preciso bater na porta ou chamar. Mas esse estava fechado mesmo.

O tal negócio era só uma mercearia.

Já estávamos no limite da cidade, que é pequeníssima. Quando percebemos que era só virar à esquerda para voltar ao centro de visitantes, viramos à direita, na esperança de encontrar algo.

Era uma rua sem saída e no final dela encontramos 1 mercadinho que de pronto só tinha doces, 1 food truck que estava fechado, uma lanchonete fechada e uma hosteria com restaurante.

Meio desatentos pela euforia de encontrar esse restaurante, entramos. Só havia uma mesa ocupada e o local estava claramente naquele momento perto de fechar, em que a cozinha já não estava operando.

Perguntamos se havia comida. A mulher disse para esperar, foi até a cozinha e disse que só tinha frango com batatas.

Nem perguntamos que prato era. Podia ser frango frito, cozido, assado. A batata podia ser frita, cozida, assada. Quando ouvimos o preço, nem conseguimos fazer a conta para reais.

Era a primeira vez que ouvimos um preço em pesos chilenos e o cérebro bugou. A Ju olhou para mim com uma cara de quem pergunta: e aí, tá caro?

Não raciocinei e sentamos para comer. 5 mil pesos dá uns 30 reais, bem caro, para nosso orçamento. Se fosse ainda uma experiência gastronômica, podia até ser.

Pensamos em desistir, mas o pedido já estava na cozinha fazia uns bons minutos.

Comemos arrependidos, ainda mais porque não estava nada bom. Seco, duro e com muito tomilho.

A mulher até tentou ser simpática e puxar conversa, mas eu não estava no clima.

Estreito de Magalhães

Pegamos a estrada até a balsa do estreito de Magalhães, mas a fila lá estava tão grande que pensamos que teríamos que esperar mais uma vez. Chegamos perto das 16hs, já preocupados em dirigir o restante do caminho no escuro, coisa que estamos evitando.

Para piorar vimos que os caminhões e ônibus que chegavam passavam à frente pelo acostamento.

Alguns carros entraram e andamos para frente. Bem na nossa vez o cara pediu para esperar e começou a colocar ônibus e caminhões para dentro.

A espera teve recompensa. Duas raposas bem pertinho do nosso carro, desfilando sem medo das pessoas. E ninguém deu bola para elas.

Balsa Estreito de Magalhães

Quando eu ia tirar foto, buzinaram para eu entrar logo na balsa. Não tinha visto que o cara estava pedindo para entrarmos também.
EEEEE vamos na primeira balsa.

Mais uma vez ficamos impressionados com o estreito de Magalhães. Se parar para pensar, não tem nada de mais, mas a mística do lugar, de ser o limite sul da parte de terra continental das Américas nos chama muito a atenção.

Depois de cruzar, decidimos dormir ali mesmo, pois não seria possível chegar a Villa Tehuelches com o dia ainda claro.

Estacionamos em frente da lojinha, perto do restaurante.

Estreito de Magalhães

Nossa alimentação nesses dias não estava boa e precisávamos comer algo quente. No restaurante tudo estava caro se convertido a reais. Escolhemos então um hot doge completo, com bacon. Custou 2.500 cada, metade do preço do almoço e infinitamente mais gostoso.

Voltamos para o carro já estava quase escuro, colocamos o carro no modo escritório e trabalhamos um pouco mais.

Dormimos lá pras 23 horas, com o vento chacoalhando tudo, sem dó. É o famoso vento patagônico, numa área sem proteção alguma, bem de frente ao estreito de Magalhães.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 45,1 km de carro e 4,9 km de balsa.
Tempo:  1 hora de carro e 12 minutos de balsa.
Alimentação: Almoço $ 10.000 pesos chilenos (aprox. R$ 60,00). Jantar $ 5.000 pesos chileneos (aprox. R$ 30,00)

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Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

2 comentários em “Dia 47 – Dormimos de frente para o Estreito de Magalhães

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