Dia 75 – No ônibus dos vietnamitas, de Dalat a Kontum

O roteiro de viagem no Vietnã segue seu caminho com destino a Kontum, ainda nas montanhas do país.

A cidade faz parte do nosso plano de tirar férias das férias, pois viajar de mochilão é bem cansativo e já estamos no dia 75 da viagem. Foram poucos os dias de descanso até aqui.

Como é ir de Dalat a Kontum de ônibus

A viagem à Kontum foi mais uma saga das estradas.

Às 5 da manhã pegamos a van que nos levou até a rodoviária, para de lá pegar o ônibus com destino a cidade de Kontum.

A van já estava quase cheia quando nos entramos. A Jú foi sentar no fundo com mais 3 pessoas e enroscou o cabelo no trilho da cortina enquanto o ajudante do motorista socava a mochila entre as pernas das pessoas.

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A menina na minha frente estava passando mal.

Sentei na frente da Jú e fiquei com uma mochilona no colo. Já começou um caos essa viagem.

Chegamos na rodoviária e trocamos a van pelo o micro-ônibus.

O micro-ônibus era bem novinho e achamos que a viagem seria tranquila. Quando entramos, percebemos que não seria bem assim.

Os bancos eram muito estreitos e tinha pouco espaço para as pernas.

Além disso não dava para inclinar o encosto do banco. Por isso resolvemos sentar no fundo, pois era um pouco mais espaçoso.

Até aí tudo bem, o micro-ônibus estava vazio.

O ônibus saiu e logo a menina passou mal de novo e pediu um saquinho plástico porque estava com ânsia.

Entrou mais gente e um cara sentou no fundo também.

A mulher na frente desse cara estava passando mal. Ela abria o vidro dela para tomar um ar e ele logo em seguida já fechava, pois ele não queria vento.

Ele nem falava nada e a mulher também não reclamava… Que estranho… O cara era um folgado sem noção e ela nem reclamava. Será que é cultural??

O ônibus parou de novo e entrou mais gente. Agora não tinha mais lugar vago do meu lado.

Só faltaram as galinhas a bordo

O senhor que sentou do meu lado estava carregando 2 sacolas cheias de alface. Ele colocou as sacolas em cima do meu pé e elas ficaram lá porque não dava para mexer nem um poucquinho.

Paramos para tomar café da manhã. descemos para ir ao banheiro, mas ninguém falava inglês. Pelo menos sabiam o que era toilet. Subimos no ônibus de novo e continuamos.

Pode subir que cabe

Logo subiu mais gente. O cobrador disse para a mulher sentar no fundo também, mas eram só 4 bancos e já tinha 4 pessoas.

Os dois que estavam do meu lado discutiram com o cobrador por causa disso, mas não teve jeito. A mulher sentou do meu lado.

Agora eram 5 pessoas em um espaço para 4.

Mais adiante dois caminhões atolaram, impedindo a passagem dos veículos. Ficamos mais de uma hora e meia esperando o guincho liberar a passagem.

Igual coração de mãe

A viagem continuou e entrou mais gente. O cobrador colocou bancos de plástico no corredor para acomodar os novos passageiros…

Agora eram 37 pessoas em um ônibus com vaga para 27!!!

Kontum deve ser mesmo incrível, né? Dá até super lotação para chegar lá…

Outras mulheres estavam passando mal e toda hora o cobrador distribuía sacos plásticos para elas.

O cara do fundo continuava fechando a janela toda vez que a mulher queria abrir.

O ônibus parou e o cobrador foi comprar mais sacos plásticos.

Todas as mulheres estavam passando mal, menos a Jú. Ainda bem…

Cena de filme

O motorista dirigia alucinado, buzinando para todos que estavam na frente dele e fazendo ultrapassagens de alto-risco…

O cobrador ia com a cabeça para fora da janela, gritando para as motos saírem da frente.

O fundo do ônibus balançava demais e nas curvas da serra fomos jogados para esquerda e para direita, para esquerda e para direita…

Coitada da mulher que sentou do meu lado. A cada curva ela era empurrada para um lado e depois para outro, pois todos que estavam nos bancos do fundo estavam tentando se ajeitar.

Saída estratégica

Paramos para abastecer e o senhor das alfaces queria descer ali.

O corredor estava cheio de passageiros e nos bancos do fundo o vidro não abria.

Ele subiu no banco da frente e saiu pela janela. Depois o outro cara passou as alfaces e o chinelo para ele.

Ufa, agora ficou melhor…

O cara na minha frente achou que o banco da menina na frente dele estava muito reclinado.

Ao invés de ele pedir para ela levantar, ele simplesmente puxou a alavanca do banco e empurrou o encosto para frente dando o maior tranco na cabeça dela… Eita…

Deve ser cultural, os homens vietnamitas devem impor essa falta de respeito.

E olha que o banco nem estava tão reclinado…

Enfim, espaço

O ônibus parou e várias pessoas desceram. Ficamos com os 4 bancos do fundo para nós e o Douglas deitou e dormiu.

Um bom tempo depois, o motorista parou no meio da rodovia e ficou discutindo com os passageiros.

Um deles apontou para o fundo do ônibus e todos olharam para trás. Achei que era porque o Douglas etava deitadão e acordei ele. Ficamos sem entender nada…

Logo depois o cobrador veio e pegou um saco plástico preto e uma jaqueta. Eram as coisas da mulher que estava do nosso lado. Ela foi esquecida na parada, era por isso que estavam discutindo e olhando para trás.

Que dó… Hoje ela teve um péssimo dia…

É de comer?

Paramos em um restaurante para almoçar, ninguém falava inglês e nem menu tinha. Ficamos esperando algum garçom e todos estavam olhando para nós.

Sentamos e apontamos para o prato da mesa ao lado, nem sabíamos direito o que eles estavam comendo.

Veio uma tigela com um caldo e algo desconhecido. Experimentamos, mas não conseguimos comer.

Depois veio um prato de arroz com frango, carne de porco e pepino. Todos ficaram olhando se a gente ia gostar da comida ou não.

Para dizer o valor o garçom mostrou uma nota de 20 mil e uma de 10 mil… E quem disse que não dá para viajar sem saber o idioma?

Logo subimos no ônibus e a viagem continuou…

Segue viagem

Saquinhos e mais saquinhos eram passados para trás até chegar nas mulheres passando mal. Enquanto isso o ônibus foi esvaziando.

Uma mulher subiu e ficou tentando puxar assunto com a gente, mas não em inglês. A gente só sorria e ela repetia, mas não adiantava. Logo ela desistiu e ficou conversando com os nativos.

Enfim Kontum

Chegamos em Kontum… Dois motoqueiros ofereceram transporte por 20 mil Dong cada. Dissemos que não queríamos ir de moto.

Nem dava, com mochilas enormes e pesadas mais as outras coisas na mão seria perigoso. Agradecemos e perguntamos se tinha táxi.

Eles falaram que na cidade não tem táxi, só motos. Não falam inglês direito, só entendem algumas poucas palavras, por isso não entenderam que a gente não queria moto.

Fomos andando e eles nos seguiram por uns 300 metros, tentando nos convencer. Baixaram o preço para 10 mil cada, mas tentamos de novo explicar que queríamos táxi.

Continuamos andando e depois de uns 200 metros os caras apareceram de novo e ofereceram por 5 mil cada. Falamos que queríamos táxi.

Um deles ligou para o táxi e ficamos esperando.

Quando o “táxi” chegou, vimos que não era táxi coisa nenhuma. Era algum amigo deles que tinha carro.

Ficaram conversando e já deu para ver que eles iam nos explorar. Mostraram notas de 50 e 10 mil.

60 mil?!?! Agradecemos e fomos a pé mesmo…

Hotel Viet Tram

Andamos mais um monte e chegamos no hotel Viet Tram. Aqui também não falam inglês, só tem uma menina entende bem, mas fala pouco.

O quarto custa US$ 10,00 e tem A/C e chuveiro quente. e para melhorar, depois descobrimos que a internet é grátis… OOOO beleza…

Jantamos noodle no restaurante Dakbla e voltamos logo ao hotel para descansar desse dia difícil…

Para planejar o seu roteiro no Vietnã, leia os outros posts aqui e veja as opções de onde se hospedar em Kontum. São apenas 11 hotéis na cidade e as diárias variam de USD 9,00 a 15,00. Acho que hoje [outubro de 2017] eu escolheria o Konklor Hotel, que custa USD 13,00.

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Douglas e Julia

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

12 comentários em “Dia 75 – No ônibus dos vietnamitas, de Dalat a Kontum

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    25/09/2007 em 13:18
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    oi Douglas e Ju!Ja estava com saudades!!!!Puxa q dia dificil!!!!q aventura no micro onibus,heim???Gostei mesmo foi do tiozinho saindo pela janela!huahuahua…Entao,eu e meu marido ainda nao decidimos o roteiro,mas por enqto,pensamos na tailandia,camboja e malasia…vamos estudar…bjaum e muita sorte!!!claudia

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    25/09/2007 em 13:31
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    Oi Julia e Douglas este dia foi de comedia, claro menos pra as mulheres que estavam passando mal…essa do tiozinho saindo pela janela rsrsrsrsBjsssssssssss

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    25/09/2007 em 13:57
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    Nossa quantos kms foi esta viagem? que emoção….hehehe Jonas Schwertner

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    25/09/2007 em 13:59
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    Que batalha! quando não é problema no hotel é na condução!boa viagem até o próximo post!

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    25/09/2007 em 15:30
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    Oie….. não eh facil viajar por esses lugares hein, tem q gostar muito de aventura mesmo…… se cuidem……..e boa viagem…..bjinho.

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    26/09/2007 em 00:35
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    gente só se viaja no meio do onibus, e preferencialmente na janela!!!! nunca viaje proximo às rodas!!!!“cara na minha frente achou que o banco da menina na frente dele estava muito reclinado.Ao inves de ele pedir para ela levantar, ele simplesmente puxou a alavanca do banco e empurrou o encosto para frente dando o maior tranco na cabeca dela…”caraaaaaaaaca e a educação, rs.. foi pra onde?!já pensou se fosse contigo, Ju ??

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    01/10/2007 em 13:29
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    Oi ClaudiaFoi dificil mesmo…Quando nos vimos nao acreditamos… ele saiu muito rapido…Legal os paises… vcs vao gostar!Obrigadao!Bjoooo

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    24/11/2007 em 00:41
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    Oi Dete!Nesse caso acho que preferi o banco dos fundos mesmo, onde deu para sabermos quando ele faria as curvas, acho que foi por isso que nçao passamos mal.vixi Dete!Se fosse comigo, não deixava não.hehhebjooooooooooooooooooooooooo

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