Viajar enriquece a alma. A frase não podia ser mais verdadeira, ainda mais hoje, pois sentimos a alma mais rica, mais realizada, mais feliz. O motivo?

Hoje foi dia de visitar Angkor Wat, as ruínas incríveis de uma civilização grandiosa (e menos reconhecida do que merece).

Tudo em Siem Reap faz referência à maior construção religiosa do mundo. Aliás, não só na cidade, o templo de Angkor Wat está inclusive na bandeira do Camboja.

Angkor Wat

Às 5 horas da manhã encontramos o motorista de tuk-tuk e partimos para o Angkor Archaeological Park.

Pagamos 40 dólares pelo ticket para 3 dias de visitação. Só vamos 2 dias, mas fica mais em conta pagar o pacote de 3 dias do que pagar os dois dias separados.

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Nascer do sol em Angkor Wat

Chegamos com muito sono, mas isso não foi capaz de minimizar a ansiedade. Ainda no escuro, procuramos um bom lugar para ver o nascer do sol atrás do templo principal, Angkor Wat.

O tempo não estava muito bom, estava bem nublado e o nascer do sol foi meio sem graça. Não foi a beleza que pintamos em nossa imaginação.

Efeito do turismo

Depois de umas centenas de fotos, fomos tomar café da manhã ao lado do templo em uma barraquinha, e os exploradores vendedores pediram o absurdo de US$ 2,00 por uma pão com manteiga e mais US$ 2,00 por uma garrafa de água grande.

Negociamos, demonstrando irritação pelos preços abusivos, e o preço caiu para 1,50 o pão e 1,00 a água.

Entendemos perfeitamente que o comércio é a subsistência deles e que não há outro lugar para comprar por perto, mas não é por isso que vamos simplesmente pagar o que pedem. Isso inflaciona toda a cadeia do turismo.

Mas vamos ao assunto principal, Angkor Wat.

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Breve conteúdo sobre Angkor Wat

Angkor foi a capital do império Khmer, que existiu entre os séculos 9 e 12 onde hoje é o Camboja.

Na capital residiam mais de 1 milhão de pessoas e o poder do império se estendia até a Tailândia, Vietnã e Laos.

Era grandiosos, super avançado e extremamente especializado. Não era simplesmente um monte de gente vivendo juntos.

O templo de Angkor Wat tem o lay-out baseado no mítico Monte Meru, que para os Hindus é o centro do universo e a casa dos deuses.

A mitologia hindu também se encontra nos detalhes das paredes e colunas. As paredes externas do primeiro piso são inteiramente esculpidas com imagens do Ramayana e 2000 mil Apsaras estão esculpidas somente nesse templo.

Olhamos atentamente para um bloco esculpido e imaginamos todo o empenho para realizá-lo. Depois, como se o olhar desse um zoom para longe, olhamos para o grandioso templo e pensamos que em cada bloco dele havia esculturas igualmente trabalhosas…

Banteay Kdei

Seguimos de tuk-tuk até Banteay Kdei, que foi construído durante o governo de Jayavarman VII e foi um monastério budista. Hoje o templo está ainda pouco restaurado, mas o trabalho está sendo realizado.

Durante todo o nosso trajeto pelo templo os vendedores ficaram nos seguindo e oferecendo seus produtos.

Não saíram do nosso pé nenhum segundo… Se fossem poucos não teria problema algum, mas vários em sequência torna tudo muito irritante.

As crianças perguntam de onde somos e rapidamente respondem:
– A capital é Brasília, a língua é o português e tem 170 milhões de habitantes.

Tudo para nos impressionar, para que compremos. Muito bonitinho, mas não compramos. Lugar de criança é na escola.

Ta Prohm

De lá nos dirigimos ao Ta Prohm, complexo de templos que abriga várias árvores gigantes que nasceram e cresceram por cima dos blocos que o compõe…

É impressionante a ação da natureza e inacreditável a forma como as árvores se sustentam.

Os troncos começam em cima dos muros e dos tetos e as raízes “escorrem” até o chão…

Ta Keo

Depois chegamos no Ta Keo, que é dedicado ao deus Hindu Shiva e considerado pelos arqueólogos como um templo inacabado devido a falta esculturas em algumas paredes.

Os blocos utilizados são enormes e a estrutura era conhecida como a Montanha com Picos de Ouro.

Almoço no sítio arqueológico

Seguimos ao Bayon e paramos para almoçar. O ‘restaurante’ onde o motorista nos levou fica junto de muitos outros restaurantes, todos sob a mesma cabana de madeira sem paredes. Não verdade são barracas de comida.

A Jú estava vendo um menu e eu, outro. Percebemos que os preços estavam todos com diferença de US$ 0,50.

Eu estava escolhendo a comida e a dona do restaurante trocou meu menu, dizendo que era o mais caro e era para nós usarmos o mais barato…

Sem querer, tivemos certeza de que há preços diferentes dependendo do cliente… deve ter sido o motorista que a avisou…

Sacanagem… pelo menos o nosso foi o mais barato.

Bayon

Visitamos o Bayon, que tem as imagem mais ilustrativas da arte e da arquitetura Khmer.

São 37 torres e quase todas tem 4 faces, cada qual orientada a um dos pontos cardinais.

Ainda não é certo o que as faces representam, mas uma das possibilidades é que são uma mistura de Buda e o rei Jayavarman VII.

Na parede sul estão representadas, através de esculturas, cenas da guerra entre os Khmer e os Cham.

Baphuon e Phimeanakas

Atrás do Bayon está o Baphuon, que está em grande parte em ruínas e fechada a visitação interna.

Depois andamos até o Phimeanakas, que é um templo em forma de pirâmide. A lenda diz que uma cobra vivia na torre de ouro e foi transformada em uma mulher…

O Camboja como ele é

Andando pela trilha atrás do Baphuon chegamos a uma vila com casas de palha. Percebemos que um monge estava jogando água com um balde em uma família seminua.

Vimos o ir e vir das humildes pessoas e conversamos um pouco com uma menina que vendia bebida na vila.

Era isso que nós queríamos ver no norte da Tailândia… Isso é que é realmente interessante, ver o povo quando ele é simplesmente o povo, e não o povo quando está prestando um serviço ao turista…

Terraço dos Elefantes

Depois chegamos ao Terraço dos Elefantes. São 300 metros de comprimento e 2,5 de altura e diversas esculturas desses animais, que estão completamente inseridos na cultura local.

Phnom Bakheng

Para encerrar o dia com chave de ouro, subimos a colina que leva até o Phnom Bakheng só para ver o sol se por. De lá a vista estende-se até o Tonle Sap Lake e Angkor Wat. Mas como nem tudo é perfeito, caiu um temporal logo que chegamos ao topo, não vimos nada e voltamos para o guest house ensopados.

Jantamos rapidinho depois do banho e capotamos, pois amanhã tem o segundo dia de visita às ruínas…

Para planejar o seu roteiro no Camboja, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Siem Reap. Os passeios, as atividades imperdíveis em Siem Reap e os transfers você encontra aqui.

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

10 comentários em “Dia 63 – Primeiro dia nas ruínas de Angkor Wat, Camboja

  1. “As criancas perguntam de onde somos brasileiros e rapidamente respondem:
    – A capital e Brasilia, a lingua e o portugues e tem 170 milhoes de
    habitantes.”Na Bolívia e no Peru também é assim……..
    e lá vai dólar!!!!!Aaaaaaaaaai aaaaaaaaaai… fico impressionada
    porque vcs não esquecem detalhe algum.
    Com isso viajam vocês, viajamos nós!Dete

  2. Ju e Doug com certeza tudo isso da um livro e tanto… nossa; e a gente viaja junto c/ vcs mesmo…Parabens…bjos.

  3. Olá!!!Tenho a impressão de que estou na metade de um livro…parece
    que dá pra imaginar o final…claro que fazendo a leitura pelo viés das emoções…rsrsrsNo início aparecia muitas expectativas…Agora, parece
    que está mais real…..Muito boa essa leitura.bjs

  4. Oie Dete.
    La vai dolar nada!!!hehehe
    nos evitamos de comprar de criancas pois sempre ha um adulto esperando
    pelo dinheiro sentado numa sombra…Estamos nos esforcando para
    lembrar de tudo. As vezes o cansaco nao deixa…bjoooooooo

  5. oi mae!
    No comeco a gente ainda estava meio de ferias.
    Depois comecamos a entrar no clima da viagem…
    A cada dia estamos mais abertos as possibilidades…
    bjooooooo

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