Como nós temos pouco tempo para ficar em Chiang Mai, optamos por um tour de 1 dia pelas vilas das minorias étnicas ao invés do trekking de 3 dias, que era a vontade inicial.

Cada grupo étnico do norte da Tailândia, também conhecidos como Hill Tribes, tem seu próprio dialeto, costumes, crenças e origens. São muito diferentes entre si.

Primeiro fomos a um orquidário, mas todos foram rapinho e já voltaram para a van.

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Passamos rapidamente por 6 vilas, Iu Mien, Akha, Hmong, Lisu, Red Karen e White Karen.

Foi rápido mesmo, passamos mais tempo na van do que visitando os lugares, pois as vilas são longe uma das outras.

Mulheres Girafa

Chegamos na vila da etnia White Karen, famosa pelas “mulheres girafa”, que usam argolas de metal no pescoço para esticá-lo.

Na verdade a “vila” que visitamos eram só umas 6 cabanas de palha onde elas vendiam seus produtos e haviam só 5 mulheres, crianças e adultas. A vila de verdade da tribo fica em outro lugar.

Foi o passeio mais estranho até agora, pois os turistas só passam para tirar fotos delas, não há tempo para nenhum aprendizado.

Não houve nenhuma explicação sobre a cultura e os costumes desse povo. Apenas passamos, compramos e tiramos fotos.

As Karens estavam lá só para fazer pose para os turistas, os turistas estavam lá só para tirar fotos delas. Estranho, muito estranho…

Estava claro que as crianças não estavam a vontade com a situação. Elas estavam tecendo manualmente o tecido tradicional, mas estava claro que era uma encenação só para os turistas verem. Até as adultas estavam desconfortáveis.

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A estranha sensação que sentimos aconteceu principalmente quando íamos fotografá-las ou filmá-las.

Parece que elas são orientadas para fazer uma pose bonita toda vez que alguém aponta uma câmera… Não é nada natural. Nas outras vilas foi tudo mais espontâneo…

Certa hora, uma Karen estava tecendo para que os turistas tirassem fotos. Quando eles pararam de fotografá-la, ela parou de tecer. Quando eu cheguei perto dela com a filmadora, ela voltou a tecer imediatamente…

Nas outras vilas nós visitamos a vila, mas aqui, assistimos a uma encenação para turistas.

Não era isso que a gente queria, não era isso que a gente imaginava… Nos sentimos mal em fazer parte disso… Nós queríamos conhecer a cultura e a história delas e observar o dia-a-dia da vila.

Achamos que isso só vai ser possível se formos sem um tour para turistas, na vila real delas.

Voltamos para o hotel frustrados e não fomos só nós, outros do nosso grupo também comentaram sobre isso…

Night Bazaar

Depois fomos ao Night Bazaar e aprendemos a negociar com os tailandeses.

Aí ficou mais fácil de comprar… Travamos uma negociação de mais ou menos meia hora com uma tia muito bem humorada. Quando o Douglas dava um preço muito baixo ela cutucava ele e dizia: por favooooooooooor aumenta mais um poucooooooooooo. Ele cutucava ela e dizia: Ta caroooooooooooooooo…

No fim dessa batalha ela disse: Aumenta só mais 10 Baht. E o Douglas dizia: Baixa só mais 10 Baht… Repetiram isso umas 3 vezes e ela baixou o preço. Quando o Douglas deu o dinheiro ela ficou vendo contra a luz se era falso. O Douglas pegou o troco e imitou ela… Ela só dava risada.

Falou que a gente teve muita sorte nesse preço porque ela não baixa tanto assim. Provavelmente não mesmo, pois os gringos pagam o dobro.

Para planejar o seu roteiro na Tailândia, leia os outros posts aqui. E para saber onde ficar, veja onde se hospedar em Chiang Mai. Na cidade tem muita coisa para ver e fazer, veja as opções aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

11 comentários em “Dia 58 – Mulheres Girafa: o passeio mais estranho!

  1. Douglas e Julia, tbm imagino o desconforto da situação. Não que eu goste de ver
    miséria, mas qdo faço turismo prefiro estar mais próximo da vida real dos locais
    do que das encenações para os turistas. mas é isso ae, vcs terão oportunidades
    de ver outras coisas reais e com certeza estarão de uma forma inigualável adquirindo
    uma vivência que só viajantes como vcs têm o prazer.Falei com um amigo jornalista
    do JTB, ele até ficou interessado na viagem mas não sei, ele me falou que talvez
    vcs consigam algo com a Made in Japan no Brasil, bom pelo menos os dois veículos
    são da mesma empresa, quem sabe alguém se interesse pela aventura e vcs. Mesmo que
    nw se interessem nós estamos sempre interessadíssimos!abrç e até!marcio saiki

  2. Olá aventureiros!!!Interessante vcs perceberem as diferenças…ver que a realidade não
    é só como o turista imagina…essa angústia que vcs vivenciaram, encenadas por essas
    pessoas,promove um momento de reflexão para nós leitores.Bjs

  3. cara, ruim mesmo essa situação, até eu que não estou ai, fiquei meio constrangido! tipo
    como se tivesse alguem comandando eles ou algo assim! estranho…

  4. Lindas as Orquídeas….Muito irado as Mulheres Girafas… Já assisti muitos documentários sobre elas. Dete

  5. Ola Marcio!!Foi uma sensacao de estar colaborando com a exploracao da imagem
    desse povo, ou seja, de um ser humano como nos, apenas com costumes diferentes.
    Estranho…Valeu por ter falado com o seu amigo!!Estamos abertos a
    quem tenha interesse em divulgar o modo de viagem independente e economico, para
    que outros brasileiros saibam que nao e impossivel viajar mundo afora.Que
    bom que vc esta interessadissimo!!!!ValeuAbracos

  6. OIE maeEssa e nossa intensao.Mostrar o impacto que o turismo causa aos diferentes
    lugares.Esperamos que atraves do blog as pessoas passem a enxergar tudo o que ha por
    tras de uma simples viagem…E tambem que as pessoas queiram viajar para ganhar
    conhecimentos gerais…Viajar e preciso!!Bjoooooooo

  7. Fiz o mesmo passeio porem fui com guia particular, recebi mta informação sobre os costumes e historias de um guia chamado Kasam (Sam)… Bem legal , porem a briga de preços é constante em toda a Tailandia, de Chiang Rai (cidade mais ao norte) até Pukhet.

  8. O nosso guia nos apresentou algumas opçoes e fomos montando os pacotes. Para nós os passeios ficaram otimos, sem pressa, apesar de que um hora ele teve que ir para a familia dele, hehe. A noite saimos sem guias para testar nosso nivel de embromation. (nunca é o suficiente, porem sempre engraçado). Procuramos por lugares com muita luz e pessoas. e transporte quase garantido. hehe Tratar todos com respeito e ser repeitado. Lugar muito bonito.

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