Hoje foi um dia com uma aventura inesperada em Bangkok, andar de tuk-tuk. Sim, pode ser só um transporte, mas também pode ser uma experiência de vida rsrs.

Acordamos tarde, mas ainda assim foi uma das poucas vezes que acordamos antes do despertador tocar.

Como é andar de tuk-tuk em Bangkok

Ouvimos dizer que os tuk-tuks não levam a gente para o lugar certo, não queremos gastar com táxi e não achamos o ônibus que vai até o Wat Traimit. Por tudo isso começamos a andar em direção ao templo, meio que esperando passar um ônibus que tivesse escrito ‘para Wat traimit’ apesar de saber que isso não iria acontecer. Fomos caminhando até a avenida para ter mais chances.

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Depois de um tempo andando, resolvemos ir a pé mesmo porque no mapa parecia perto. Mas… depois descobrimos que o mapa não mostra as pequenas travessas. Andamos, andamos, andamos e nunca chegava.

Em uma das paradas para olhar o mapa, um tailandês perguntou para onde a gente estava indo. Respondemos e ele nos ensinou o caminho.

Mas ele começou a falar que o templo estava a uns 30 minutos a pé e que as 12h30 fechava para almoço e só abria às 14h, por isso não adiantava ir agora. Falamos que não tinha problema e que ainda íamos almoçar.

Ele disse que para aquele lado não tinha restaurantes, só para o outro lado e disse que a gente podia aproveitar para ir no T.A.T. pois lá tem pacotes com desconto.

Ele se ofereceu para chamar o tuk-tuk e combinar o preço porque para os tailandeses o preço era menor. Começamos a desconfiar, agradecemos e continuamos na nossa rota.

Chegamos no templo e ele não fecha pro almoço coisa nenhuma.

Wat Traimit

O templo é simples e pequeno, mas o Buda de ouro é um dos mais especiais do país.

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Ele tem três metros de altura e cinco toneladas de ouro. Isso mesmo, cinco toneladas de ouro! Ficamos admirando tudo aquilo enquanto de vez em quando entravam pessoas para rezar.

Ao contrário do Wat Pho, o Wat Traimit é bem vazio e tranquilo, por muitos minutos ficamos só nós 2 lá dentro.

Chinatown de Bangkok

Na saída um motorista de tuk-tuk perguntou para onde estávamos indo, respondemos e perguntamos o preço só por curiosidade.

Ele falou 100 baht e aí falamos que íamos a pé.

Ele perguntou se íamos passar em Chinatown, falamos que sim e ele disse que as lojas de Chinatown fechavam às 16h.

Chinatown fechando às 4 da tarde?! Até parece. Daí ele disse que levava a gente por 50 baht, mas com uma parada em uma loja e mostrou no mapa. Falamos que não queríamos fazer compras e ele parou de insistir.

Pegamos o ônibus número 1 e descemos em Chinatown.

Nas ruas de Chinatown vendem de tudo, calçados, roupas, frutas, frutos do mar desidratado, ouro, prata, tranqueiras de plástico. Vimos até barraquinha que vende material de construção e outra que vendia barbatana de tubarão…

Pegamos de novo o ônibus 1 que nos levou até o Grand Palace e de lá fomos a pé até a Khao San Road.

Ficamos andando pela Khao San Road nas lojinhas de roupas. Nessa rua tem barraquinhas que carregam música para o seu mp3 player e cada CD custa 50 baht.

A aventura de Tuk-Tuk

De noite fomos no Royal Theatre assistir o Khon – Thai Masked Dance.

Paramos um motorista de tuk-tuk:

– Quanto é até o Royal Theatre?

– Sobe, sobe.

– Quanto é até o Royal Theatre?

Ele nem estava prestando atenção na gente.

– Você sabe onde é o Royal Theatre?

– Sim, claro.

Peguei o mapa e pedi para ele mostrar. Ele fez cara de quem não sabia, apontou para o mapa e disse que era por aqui e falou pra gente subir no tuk-tuk. Desistimos.

Paramos outro tuk-tuk.

– Quanto é até o Royal Theatre?

– Onde?

– Royal Theatre.

– T.A.T. Ah, 100 baht.

– Não é T.A.T., É THEATRE.

– Sei, sei…sobe, sobe.

Não sentimos firmeza e resolvemos ir a pé mesmo. Atravessamos a rua e o cara voltou com o tuk-tuk pela contra-mão atrás da gente e disse para a gente mostrar no mapa. Mostramos e ele disse que nos levava lá por 50 baht.

– Você sabe onde é? Não é T.A.T., é Theatre. Royal Theatre.

– Ok, ok.

Pedimos desconto e ele fechou por 30 baht.

Subimos e ficamos cuidando o caminho. Quando fomos no Buda de Ouro passamos em frente do teatro, por isso sabíamos o caminho.

O cara virou uma rua paralela e a gente ficou de olho. Pensamos que ele dobraria na rua que dava de frente ao teatro. Andou bastante e a gente viu que ele estava indo para outro lugar.

– Não, não. O teatro é para o outro lado.

– É logo ali, falta 1 km.

– Não, não. Pára!!!

– Eu sei onde é o T.A.T.

Ficamos bravos por que íamos perder a hora do teatro.

– Se você não levar até o teatro não vamos pagar. Nós sabemos que é para lá. E apontamos para trás.

Ele continuou andando e chegamos no T.A.T.

– Não, não! Não é T.A.T.! P….! É THEATRE!

– Ah, eu sei onde é…

– Então vai para lá!!!

– Custa 100 Baht!!!

A Jú começou a xingar o cara em português, ele arregalou o olho…

– Não vamos pagar p…. nenhuma!

Descemos e pegamos um táxi até o teatro, sem sustos, sem problemas e rapidinho.

Khon – Thai Masked Dance

Antes de começar o teatro, começou um vídeo e as pessoas levantaram. Eu olhei para a Jú e ela olhou para mim, sem entender nada. Achamos melhor levantar também.

Era um vídeo institucional, mostrando o rei tailandês e pessoas emocionadas e felizes… Bom, não vamos opinar quanto a isso…

A dança de máscaras é muuuuuuuuito bonita, impressionante e inesquecível. A mulheres usam roupas impecáveis, coloridas, brilhantes e dançam com movimentos leves e sincronizados misturados com ações rápidas. A música para embriagar os ouvidos com o som perfeito dos instrumentos típicos.

Eles representaram uma parte do Ramayana, onde Hanuman salva a vida de Sita e rouba a imortalidade de Tosakanth, o inimigo de Rama. Rama então torna Hanuman um Lord e ele passa a ser governante de uma das cidades.

O legal é que essa história é semelhante ao Kecak Dance que vimos em Bali, então entendemos bastante a história.

Na saída, não tivemos dúvida: Táxi! Nada de tuk-tuk, ainda mais naquela hora da noite…

Para planejar o seu roteiro na Tailândia, leia os outros posts aqui e para saber onde ficar, veja as opções de onde se hospedar em Bangkok. Os passeios, as atividades imperdíveis em Bangkok e os transfers você encontra aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

6 comentários em “Dia 46 – Como é andar de tuk-tuk em Bangkok + Wat Traimit, Chinatown e Thai Masked Dance

  1. Poxa!!. isso que dá ir pros lugares desinformado…. Fiquei vários dias em Bangkok e
    não conheci quase nada…. Muito legal!!Deixa pra próxima !!

  2. Ju e Douglas, vcs estão saido melhor que encomenda,continuem assim, fico mais tranquilo….bjssssssss

  3. “Nas ruas de Chinatown vende de tudo, calcados, roupas, frutas, frutos do mar
    desidratado, ouro, prata, tranqueiras de plastico.Vimos ate barraquinha que vende
    material de construcao e outra que vendia barbatana de tubarao…”aaaaaaah
    me fez lembrar a Rua das Brujas na Bolívia… vendem de tudo, inclusive feto de
    lhama!Com relação as apresentações teatrais, sempre valem a pena ver…
    eles retratam para os turistas a cultura local… são sempre muito bons!!!!
    Dete

  4. Oie Dete Nossa, feto de lhama?!?!Pra que serve?E verdade!Nos gostamos de
    assistir pois fica mais facil de entender a cultura deles.O teatro estava praticamente
    vazio.E uma pena que poucos visitantes apreciem isso…

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