Acordamos tarde, enrolamos para sair da cama, tomamos café tarde, enfim, demos folga a nós mesmos! Mas mesmo assim temos uma coisa para contar. Vocês não imaginam como é trocar dinheiro em Kuta com os nativos.

Prata de Bali

Um balinês veio vender artigos de prata aqui na porta do hotel. Ele viu que eu estava usando uma corrente e perguntou quanto paguei. Respondi e ele disse que não era de boa qualidade, a dele sim era boa… lógico, como não, pensei…

Dei uma olhada, mas estava muito acima do que paguei em Ubud. Ele dizia repetidamente que era de qualidade… a verdadeira prata de Bali… Até me interessei, mas o preço dele era 50% mais caro que em Ubud. A Jú viu umas pulseiras, mas estava caro também. Dispensamos o insistente vendedor.

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Warung Linggar

Fomos almoçar no Warung Linggar, um dos restaurantes perto do hotel. Comemos peixe frito, arroz e salada, bebemos um suco cada, tudo por 6 dólares.

Já devíamos estar acostumados a essa altura, mas o preço das comidas sempre nos surpreende. 2 pessoas almoçando por 6 dólares em uma cidade turística. Faz as contas e compara com o prato executivo daí de onde você mora.

Prata de Bali – parte 2

Na volta, encontramos de novo o vendedor e ele veio oferecer novamente os produtos. Acho que ele sentiu de nós uma pontinha de vontade de comprar e resolveu voltar.

O balinês do hotel estava ajudando (não sei se a nós ou ao vendedor), mas enfim…
Ele falou que o meu era de prata falsa. Desconfiei. No fim, não compramos nada.

Como é trocar dinheiro em Kuta com os nativos

Saímos pra trocar dinheiro nas barraquinhas de rua de Kuta. Estávamos atrás de uma taxa de câmbio boa, por isso acabamos indo parar no mercado paralelo.

Andamos toda a Legian Street e achamos uma barraquinha que tinha uma taxa boa. O Tico iria trocar 10 mil ienes, que dá cerca de 100 dólares. O cara foi colocando as notas na mesa divididos a cada 100 mil rúpias.

O Tico contou tudo, mas a conta não fechou. Ele pediu o que faltava e o cara falou que o resto era comissão. Por isso a taxa tão boa. Pegamos o dinheiro de volta e saímos sem trocar.

Paramos em outra barraquinha.

O André foi na frente. 1 dólar equivale a 9 mil rúpias, por isso quando a gente troca dinheiro, ficamos com muitas notas… daí fica fácil para os caras enganarem a gente.

4 contra 2, a batalha

O André começou a contar e foi separando em montinhos de 100 mil rúpias. O cara do câmbio chamou outro nativo para ajudar (a enrolar a gente).

Ficou então 2 deles contra 4 de nós. Olhos atentos. Era bem uma batalha mesmo, pois já sabíamos que eles são espertos para levar vantagem no câmbio de dinheiro.

Um deles ficou mexendo nos dólares que o André deixou na mesa e o outro foi colocando os montinhos de rúpias para o André contar.

Fiquei em um lado da mesa, o Tico e a Jú do outro lado. Todo mundo prestando atenção em tudo… Cercando o ‘inimigo’.

O André terminou de contar. O cara pegou todo o bolo de notas, pilha por pilha, contou de novo na nossa frente. Perguntou se estava ok.

O André falou que sim. Nessa hora, o cara, muito ligeiro, jogou quase metade das notas no colo, algumas ainda caíram no chão. Mas não deu certo.

Pára tudo!!

O Ticou gritou Hey man!!! No No No Stop Stop Stop.

Eu apontei para o colo dele e disse Our money, our money.

O André pegou os dólares da mão do outro para a gente sair fora. Sorte que ele ainda contou, pois faltavam 20 dólares. Ele olhou para o cara, nem disse nada e o cara já devolveu os 20…

Na saída, uns nativos já avisaram as outras barraquinhas de câmbio. Entramos em outra, mas o cara nem quis trocar. Disse que na rua toda tinha comissão…

Comissão?!?!?! Eles chamam isso de comissão?? Fala sério!!!

Daí nessa rua ninguém mais iria trocar, desistimos e acabamos trocando no correio mesmo, cotação mais baixa, mas sem sustos!!

Warung Bali Brasil

De noite saímos para jantar no Warung Bali Brasil. A Jú comeu uma salada de atum e eu comi uma foijoada, isso mesmo, FOIjoada. Era assim que estava escrito no cardápio.

Só tinha o feijão preto, repolho refogado, farofa e fritas. Não tinha as carnes típicas de feijoada, mas estava bom… Eu estava esperando o que, né? Uma feijoada perfeita??

A janta com 2 sucos custou só 1,50 dólar pra cada. Vamos lá, repitam comigo. Ô louco, meu!

Achamos que nesse dia de folga não iria acontecer nada de interessante para contar, mas a troca de dinheiro foi para marcar esse dia.

Bad Karma para quem tenta enganar os outros…

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

4 comentários em “Dia 10 – Como é trocar dinheiro em Kuta com os nativos

  1. Ola Fabricio!!Azar mesmo…Mas acho que eles devem ganhar muuuuita grana desse jeito!!!!Abracos!!!

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