{Quinta, 16 de maio de 2019} O dia amanheceu com neblina, chuvoso e bem a cara do inverno. Gostoso para ficar em casa debaixo das cobertas, tomando um cafezinho quentinho e assistindo um filme. Mas decidimos levar a casa para passear. Queremos um quintal novo hoje 🙂

Tomamos café da manhã, nos arrumamos, aproveitamos o wifi para trabalhar até meio dia.

Antes de pegar o caminho de Coyhaique ao Parque Nacional Queulat, passamos no mercado para comprar mais algumas coisas frescas. Sabe como é, né. Vai que o tempo tá ruim e a gente demora mais pra chegar, pode chover e não vai dar pra cozinhar. Então melhor prevenir.

Compras feitas, fomos procurar o João e a Carina. Marcamos de nos encontrar no estacionamento do mercado, mas acabamos nos desencontrando.

Conseguimos mandar uma mensagem para eles dizendo que estávamos indo e nos encontrávamos pelo caminho. E fomos.

Carretera Austral, rumo norte

Pegamos a Carretera Austral novamente, mas poucos quilômetros depois estava em obras. Muito barro e estrada escorregadia. Ficamos preocupados se o caminho todo seria assim.

Como apenas um lado da rodovia estava em funcionamento, os carros estavam se revezando para usar a mesma faixa. Por isso não pudemos parar no mirante, no meio do trecho em obras.

Uns 15 quilometros depois voltou o asfalto. Ufa, dia de chuva e com neblina, é melhor asfalto.

Seguimos viagem com uma bela paisagem com cara de inverno.

O cenário aqui também é lindo assim como em toda a Carretera Austral.

As árvores ora secas, ora coloridas, contrastam com as montanhas e os campos. Casas de interior, com suas chaminés soltando fumaça, aparecem de pouco a pouco.

De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat

Decidimos desviar um trecho da Carretera Austral e ir pelo asfalto, nos disseram que o caminho era mais bonito por aqui. A distância é a mesma, então pra que pegar a parte menos bonita enquanto temos vários pontos lindos para explorar?

Cascada de la Virgen

Quando olhamos no espelho vimos o carro do João e da Carina. Seguimos viagem juntos até a Cascada de la Virgen. Que cascata linda, renderam algumas fotos, dá uma olhada:

Cascada de la Virgen

O João e a Carina saíram antes de nós, pois estavam fazendo comida na panela elétrica e precisavam andar com o carro para ter energia para cozinhar. Nós saímos poucos minutos depois. Ficamos lá aproveitando um pouco mais.

Cascada de la Virgen

Uns 4 km a frente encontramos eles parados na estrada almoçando. Avisamos que iríamos adiante para procurar um mirante para cozinhar.

Andamos, andamos, paramos para fazer foto nessa placa da montanha.

De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat

Andamos, andamos, paramos para fazer foto nessa outra placa.

De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat

Chilenos…

Andamos, andamos, paramos em um cidadezinha para ir no banheiro e a mulher cobrou $ 250 pesos chilenos. Depois que usamos, e com cara de poucos amigos. Nem tinha aviso de que é cobrado.

O problema não é pagar, o problema é a falta de gentileza, a forma como falam. Passam a impressão de que não somos bem vindos no Chile.

E não é o primeiro lugar não. Dá pra contar nos dedos os chilenos que foram legais.

Sem parada para almoço

Na cidade de Mañihuales paramos para preparar sanduíches, já que não encontramos lugar adequado para montar o fogão e já estava ficando tarde.

Almoçamos em movimento para chegar o quanto antes ao parque.

Começamos a nos preocupar com o João e a Carina, pois eles não apareceram ainda. Já era para eles terem nos alcançado.

A estrada estava boa e o tempo melhorou. O sol apareceu e a neblina sumiu. Parecia um bom sinal. Só parecia…

Lá pelas 16h o sol sumiu atrás das nuvens, começou a ficar com cara de dia de inverno de novo.

Resolvemos seguir viagem logo, pois não queríamos pegar a estrada a noite.

O trecho mais difícil de toda a viagem

Faltando 35km para chegar no Parque Nacional Queulat começou a estrada de rípio, logo depois só barro.

Paramos em um trecho que parecia ter caindo terra na estrada e tinham máquinas removendo. Aqui a estrada estava muito ruim, puro barro e estava escorregadio.

Um pouco mais adiante melhorou, pois tinha um pouco de rípio, mas aumentaram os buracos na estrada.

De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat

E logo começou um zigzag com curvas bem fechadas. Foram uns 10 intermináveis minutos de descida bem íngreme.

Nossa, essa descidinha foi tensa, pois começou a chover mais forte, estava mais escuro e trechos com neblina. Mas ufa conseguimos.

De dia deve ser lindo esse trajeto.

Chegando no Parque Nacional Queulat

Obaa, o asfalto voltou. Que alívio.

Depois do zigzag são mais uns 3,5km até a estrada de terra que vai até entrada do Parque.

Quando saímos da Carretera Austral e viramos nessa estrada, quem estava lá? O João e a Carina.

Como assim? Quando eles passaram por nós? Eles também não nos viram na estrada.

Será que pegamos caminhos diferentes? Não sei, mas que bom que estavam bem. Estávamos preocupados pensando se tinha acontecido alguma coisa e o que faríamos se eles não estivessem aqui ou não chegassem até amanhã de manhã.

O parque já estava fechado. Fecha às 17h, e só abre amanhã às 8h30. Então vamos dormir aqui do lado de fora e esperar o parque abrir amanhã para vermos o tão sonhado Ventisquero Colgante.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 213 km
Tempo: 6h dirigindo + paradas
Banheiro: $ 250 pesos chilenos (aprox. R$ 1,50)
Mercado: $ 9510 pesos chilenos (aprox. R$ 56,00)

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Agradecimentos aos nossos apoiadores dessa viagem:

Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

2 comentários em “Dia 83 – De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat

    1. demais, fica tudo tremendo e cansa a vista também, porque precisa ficar atento aos buracos e pedras grandes

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