Dia 27 – Retas sem fim de Buenos Aires até Bahia Blanca, Argentina

{Quinta, 21 de março de 2019} Último dia em Buenos Aires, dia de nos despedirmos do nosso quarto gigante e mega confortável do Hotel Pestana Buenos Aires.

Deu até uma tristeza ter que fazer as malas, apesar de estarmos com saudades da nossa casa rodante. Aprendemos essa palavra com o policial rodoviário que nos parou antes de chegar em Buenos Aires. Ele viu a parte de trás e disse: que linda casa rodante!! Fueron ustedes que hicieron? Siiiiii, nosotros!!

Se você prefere ler, continue o post. Se prefere vídeo, o vlog você encontra abaixo, é só dar o play. Aproveita para seguir o canal 🙂

Gente, o café da manhã do Pestana é uma delícia. Sabe aquele buffet que você não sabe o que escolher? Tem maravilhosas media lunas. E os alfajores então?? Tudo o que provamos estava muito gostoso. Até as frutas são lindas, em outros hotéis em Buenos Aires que já ficamos, não tinha muitas opções, não.

Foi tudo perfeito nesse hotel, desde a chegada na recepção até nossa saída. Simplesmente SEN-SA-CI-O-NAL. Sem falar na localização que é ótima. Pode ficar hospedado aqui que é sem erro, uma experiência incrível.

Rumo ao sul da Argentina

Hoje o percurso será de 650 km, em torno de 11 horas de viagem contando as paradas para banheiro e almoço. Vai ser puxado esse trecho, sabemos, mas por enquanto estamos pensando em chegar o quanto antes no Ushuaia para evitar pegar muito frio e neve.

E lá fomos nós pela Ruta Nacional 3 (RN3) em direção ao sul da Argentina. A famosa Ruta 3!

Logo depois de sair da região metropolitana pela RN205 (Ruta Nacional), paramos em um posto Shell para abastecer o carro, calibrar os pneus e dar um check no carro, antes de realmente pegar a estrada. Tudo certo, partiu Bahía Blanca. Ah! Aqui a gasolina premium (que é a comum) custou 39,99 pesos argentinos, em torno de R$ 3,90.

Impressionante como alguns quilômetros depois da capital tudo muda. Já tinhamos ouvido falar que Buenos Aires é totalmente distinto do restante do país, mas não fazíamos ideia do quanto.

A paisagem já é de campo, pampas, com muitas fazendas de gado e estradas retas sem fim. Algumas cidades bem pequenas de interior e praticamente nada entre elas.

Em Colonia del Sacramento nos aconselharam a abastecer o carro em cada posto que encontrássemos pelo caminho, para manter o tanque sempre cheio. A frase exata foi: você nunca sabe a quantos quilômetros está o próximo posto, podem ser centenas.

E não foi à toa, pois foram muitos quilometros sem postos na rodovia.

Aqui os postos de combutíveis mais comuns são o YPF e Axion, mas encontramos alguns Petrobrás. A diferença é que praticamente não existem aquelas paradas iguais as do Brasil, onde se encontram grandes restaurantes e lanchonetes.

Voltamos para o RN205 e colocamos uma música e formos curtindo a paisagem no caminho que é bem de interior a menos de uma hora da capital. Vimos muitas plantações de soja e gado até a cidade Saladillo onde paramos no posto YPF do Km182 para almoçar. Ao lado tinha um outlet que vendia tênis. Aproveitamos para comprar um, pois o meu tinha rasgado em Buenos Aires.

Adoro esses tênis baixinhos azul e branco, já tive vários, é o meu preferido. Paguei 690 pesos argentinos, o que daria hoje (21/03) R$ 69,00. Barato, né? Até ficamos na dúvida se era orginal mesmo.

Quando eu escolhi o tênis o Douglas cantarolou: estranho é gostar tanto do seu allstar azul. Mas esse é de outra marca hehehe.

Almoço na estrada

Almoçamos no YPF sanduíches quentes com bebida e tudo custou em torno de R$ 17,00. Não sei se era a fome, mas estava bem gostoso.

Escolhemos parar nessa rede de postos, pois são mais limpos, organizados, os atendentes mais simpáticos e lavam o vidro do carro direitinho. Além de ter boas opções do que comer e beber também. Nos encontraremos bastante por aí…

De volta à estrada. O dia estava lindo, céu azulado com quase nada de nuvens e retas e mais retas sem fim.

Onde dormimos em Bahía Blanca

Chegamos em Bahía Blanca a noite e fomos direto à um camping, mas não tinha ninguém. Estava tudo fechado na recepção, mas o portão estava aberto.

Vimos alguns carros e entramos, mas os banheiros estavam sujos e o chuveiro só tinha água gelada.

Decidimos ir para um posto ali perto que estava bem limpinho, funciona 24 hs e tinha restaurante. Sério, pagar para ficar num camping ‘abandonado’ ou dormir de graça num posto que oferece alguns serviços?

Jantamos empanadas da loja de conveniência do posto, as argentinas são irresistiveis.

Vai ser nossa primeira noite dormindo em um posto na Argentina. Acompanhe o diário que no próximo post conto pra vocês como foi.

Quer saber mais sobre essa viagem? Confira esse post aqui melevadeleve.com/viagem-de-carro-pela-america-do-sul

Números do dia:

Distância percorrida: 675 km.
Tempo: 10 horas, contando paradas para almoço e banheiro.
Combustível: $ 39,99/litro (aprox. R$ 3,99) em Buenos Aires e $ 34,45/litro (aprox. R$ 3,44) em Ruta 266 km 276.
Estacionamento: $ 390,00 pesos argentinos (aprox. R$ 39,00) em Buenos Aires, uma diária.
Pedágio: $ 345 pesos argentinos (aprox. R$ 34,50)
Alimentação: $ 456 pesos argentinos (R$ 45,60)

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Julia Flores

Julia Flores

Formada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Marketing Estratégico e experiência com marketing de destinos turísticos. Amo viajar, não pelos carimbos no passaporte ou pelas selfies, mas pelo o que as viagens me proporcionam. Gosto de praticar esportes, mas também adoro ficar de preguiça no sofá em dias frios ou chuvosos.

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