Sabia que em São Paulo você pode fazer alguns passeios com os trens originais que transportavam passageiros lá pela década de 50? Pois é, quase ninguém sabe.

Nós já falamos aqui no blog do trem de Guararema e de Paranapiacaba, e hoje vamos falar sobre o passeio de trem para Mogi das Cruzes.

Passeio de trem para Mogi das Cruzes

Mogi das cruzes fica a 60 km de São Paulo, em torno de 1 hora de carro. Mas você pode ir de trem, pelo menos no segundo sábado de cada mês, quando o expresso turístico acontece (clicando neste link aqui você confere a próxima data).

Nós saímos cedinho de casa e fomos até a estação da luz (trem e metro) aqui de São Paulo.

Deixamos o carro em um estacionamento próximo, que fica aberto 24 horas, e pagamos R$ 15,00 para o dia inteiro. É muito importante conferir o horário que fecha o estacionamento, pois o passeio termina tarde.

Chegamos na estação da Luz por volta das 8 horas e já fomos para a plataforma, pois o trem sai às 8h30.

Calculamos para chegar na plataforma pelo menos uns 30 minutos antes, pois o trem é pontual.

O embarque foi pela plataforma 04, onde normalmente é operado o Expresso Leste.

Entramos no trem e foi como voltar no tempo, pois o expresso turístico é bem diferente do que vemos circulando por algumas linhas da cidade.

Ao entrar encontramos dois tipos de vagões, um mais antigo com bancos largos para duas pessoas, janelas que abrem por inteiro, cortinas vermelhas, com compartimento para bagagem pequena em cima do banco.

O outro vagão é similar, mudam apenas as poltronas, que são separadas e estofadas um pouco mais confortáveis. Andamos nos dois, na ida fomos nos bancos e na volta nas poltronas.

Levamos umas 2 horas para chegar em Mogi, pois o trem anda bem lentamente, afinal é uma máquina da década de 50. Então fica a dica, leve água e um lanche para comer no caminho, pois não há no trem.

Ao longo do caminho fomos ouvindo as histórias daqueles trilhos pelos quais estávamos passando.

O que fazer quando chegar em Mogi das Cruzes

Chegamos em Mogi das Cruzes na estação Estudantes e o sol estava lá firme e forte, fazia muito calor.

Os atrativos na cidade ficam distantes uns dos outros, então a melhor forma de conhecer a cidade ou arredores é fazendo um tour guiado. Nós fizemos o tour com o pessoal do Viagens de Trem.

Você pode comprar os passeios ainda dentro do trem, pois a equipe acompanha o trajeto desde a estação da Luz. E você pode pagar em dinheiro ou cartão.

Nós fomos convidados por eles para conhecer um tour novo pelo interior da cidade de Mogi das Cruzes.

O micro-ônibus nos pegou em frente a estação e lá fomos nós.

Duas guias super simpáticas nos acompanharam e foram nos contando um pouco sobre a cidade, sua história, principais pontos turísticos e as lendas urbanas.

Elas contaram a lenda sobre uma noiva, que aparece vestida de branco para os homens solteiros que passam pelas estradas do interior. Eu até hoje olho se ela não tá por perto me seguindo 😀

Sítio Relíquias de Gandu

Nossa primeira parada foi no Sítio Relíquias de Gandu, que fica a 20 minutos de carro do centro de Mogi das Cruzes.

Eles produzem quase tudo que é consumido ali e/ou trocam com os vizinhos. Praticam a economia colaborativa, uma tendência que vem mudando o mercado mundial.

O sítio também vende produtos sustentáveis diretamente para os visitantes, em feiras ou nos restaurantes da cidade.

A Ana Júlia e o Fabio colocaram uma mesa com os produtos para nós provarmos e foram explicando sobre o sítio e a produção local.

Na hora que ele disse que tinha uma cesta de jabuticaba, eu não ouvi mais nada :D, só procurei a tal da cesta. Foi mais forte do que eu.

E finalmente conhecemos a fruta cambuci e provamos o suco, que é refrescante, mas confesso que ainda prefiro a jabuticaba.

Os proprietários são uns amores. Eles também fazem almoços e eventos para grupos, é só ligar com antecedência para agendar. Acho que ainda voltar para um almoço.

E-mail: reliquiasdegandu@gmail.com. Telefone: (11) 97188-3570 (Ana Júlia/Fabio).

Estação Sabaúna

Nossa segunda parada foi na estação Sabaúna, que infelizmente está desativada. A notícia boa é que existem projetos para reativa-la, para ser a estação que recebe o expresso turístico de Mogi das Cruzes.

Tomara que saia do papel logo, pois seria muito mais interessante desembarcar numa estação charmosa como essa.

No lado interno funciona o museu ferroviário, que conta resumidamente a história da estação.

Do lado de fora encontramos alguns moradores que vendiam seu quitutes.

Foi onde conheci a simpática Gi, que me contou que estava ali porque queria que os turistas conhecessem as delícias de sua cidade.

Eu provei e comprei o antepasto de berinjela siciliana, que é muito boa e recomendo.

Ela também atende festas na região. Me contou que adora viajar e ano que vem vai para a Grécia. Leva a gente junto? 😛

Estação Luis Carlos

A terceira parada do passeio foi em Guararema, na Estação Luis Carlos, para almoçarmos.

A vila de Luis Carlos é uma graça e vocês precisam conhecer. Já contamos aqui no Bate e Volta de Sampa para Guararema. Foi muito legal passar um tempinho aqui novamente.

Não tivemos muito tempo para aproveitar a vila, mas não poderíamos deixar de fazer a clássica foto no quadro que fica na janela de uma das lojinhas da vila (bem enfrente a estação).

Almoçamos no Bistrô Luz. Nós e a maioria das pessoas que estavam na vila.

A comida é boa e os pratos são enormes, mas levam muito tempo para servir. Por isso nem conseguimos aproveitar o lugar. Sorte que já conhecíamos.

Nós pedimos o prato Chuleta de Contra-Filé que custou R$ 62,00 para nós dois. Os preços são bem acessíveis, os pratos custam de R$ 12,00 (tapioca) até R$ 62,00. E as bebidas vão de R$ 2,80 (água) até R$ 28,00 (cerveja Baden Baden).

Na hora que estávamos saindo do restaurante o trem de Guararema estava chegando e corremos para ver. Nós e a maioria das pessoas que estava ali na vila.

Aproveitando o assunto, esse é um passeio gostoso que vale a pena fazer com a família ou em casal. E dá pra ir e voltar de São Paulo no mesmo dia.

Parque Centenário da Imigração Japonesa

Nossa quarta e última parada foi no parque centenário da imigração japonesa, em Mogi das Cruzes, que fica uns 2 km da estação Estudantes.

Esse é um dos principais atrativos para quem vai de trem para a cidade e não contrata o tour com o pessoal do Viagens de Trem.

 

Esse parque foi inaugurado para homenagear os 100 anos de imigração japonesa no Brasil.

Nele encontramos esse museu da foto acima que guarda alguns objetos que contam essa história e um pouco sobre a cultura e tradição oriental.

Os moradores costumam frequentar o parque aos finais de semana para se exercitar, andar de bicicleta, fazer stand up paddle, entre outras atividades.

São quatro lagos com pontes em estilo oriental (aquelas pontes vermelhas).

Pena que tínhamos pouco tempo e não deu para andar pelo parque, fora o tempo que fechou e esfriou de repente.  Ao contrário do início do dia, as 16h já estava bem frio e ameaçando chover.

Do parque voltamos para a estação de trem Estudantes para esperar o Expresso Turístico.

Nos despedimos do pessoal do Viagens de Trem e… Olha o trem chegando aí…

Na volta sentamos no vagão com as poltronas individuais, pois são mais confortáveis, com encosto para a cabeça. Era certeza que iríamos dormir no caminho de volta.

Saímos pontualmente da estação às 16h30 e chegamos em São Paulo, na estação da Luz, às 18h30.

E assim foi mais um sábado curtindo um Bate e Volta de Sampa em um passeio de trem.

#FicaADica para o passeio de trem

# O passeio de trem começa pontualmente as 8h30 na estação da Luz, então se programe para chegar NA PLATAFORMA as 8h00. Uma vez perdemos esse mesmo trem 🙁

# O trem sai pontualmente as 16h30 da estação Estudantes de Mogi, então se programe para chegar NA PLATAFORMA as 16h00.

# Leve água e lanche para comer no trem, principalmente se estiver indo com crianças, pois o trem pode levar mais de 1h30 e a fome aperta.

# Vá com roupas e calçados confortáveis para aproveitar o passeio.

# Leve dinheiro para comprar os produtos locais.

E até o próximo Bate e Volta de Sampa.

 

Esse passeio foi um convite da CPTM e do Viagens de Trem. O almoço e opiniões foram por nossa conta 😉

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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