Cias aéreas low cost, você já ouviu falar, certo? Não?

Então vem com a gente porque vamos explicar nesse post o que são e como funcionam essas empresas aéreas que dividem os passageiros entre os que as amam e os que as odeiam.

Começando pelo começo, o que significa ‘low cost’?

Essas duas palavras (que fazem a alegria de quem busca economizar nas viagens) significam ‘baixo custo’. Bom, né? Quem não gosta de economizar?

Aí você pergunta… vai, pergunta… “Como elas conseguem oferecer passagens de baixo custo enquanto as cias aéreas normais não conseguem? Qual é o segredo das cias aéreas low costs?”

Boa pergunta!

Segredo 1, que não é nada secreto

É simples. Eliminando da tarifa todos os serviços (que normalmente são incluídos no valor) que eles consideram dispensáveis em uma viagem.

Dessa forma, qualquer outro serviço que você precisar, além do transporte (de sua pessoa) de um aeroporto a outro, pode ser cobrado como serviço extra.

Não entendi, como assim? Nas cias aéreas low cost, o serviço básico é o seu transporte (alguns até consideram uma pequena bagagem de mão) e todo o restante é serviço extra, e às vezes é bem caro.

Se você quiser despachar uma bagagem terá que pagar à parte na maioria das cias low cost.

Se der excesso de bagagem, cada kg extra tem um custo geralmente alto também.

Se quiser levar alguma bagagem especial como bicicleta, esqui ou prancha de surfe também precisa pagar uma taxa.

Se quiser marcar o assento de sua preferência também vai pagar por isso.

Se ficar com fome precisa comprar o lanche a bordo.

O uso dos travesseiros e cobertores pode ser cobrado à parte.

Enfim, o que você puder imaginar pode ser cobrado à parte.

Começou a entender porque alguns amam e outros odeiam as cias aéreas low cost?

Segredo 2 (esse é mais secreto), corte de custos operacionais

A cobrança pelas bagagens desencoraja as pessoas a exagerarem, e com menos peso, as cias economizam muito combustível, muito mesmo.

O combustível é a parte mais significativa dos custos operacionais.

A configuração das aeronaves também é diferente.

Os aviões contém menos equipamentos (que não interferem na segurança de voo, claro) para ser mais simples e mais baratos e para gastar menos com manutenção.

Eles não têm, por exemplo, itens de entretenimento como música ou TV.

Os aviões são projetados com menos espaço entre as poltronas para ter assentos a mais e para caber mais passageiros.

Os voos costumam ser diretos para não haver o custo de uso do aeroporto de conexão.

Assim, também não precisam de funcionários a mais para fazer a troca de bagagem, limpeza e novo embarque no aeroporto de conexão.

Os funcionários de solo (como são chamados os que trabalham no aeroporto) têm múltiplas funções para reduzir a folha de pagamento.

Além disso, a frota costuma ser toda com aeronaves iguais para diminuir o custo de treinamento de manutenção e de estoque de peças de reposição.

Para diminuir ainda mais os custos operacionais, essas empresas utilizam normalmente aeroportos secundários (longe dos centros e com taxas aeroportuárias menores) ao invés dos principais, que tem localização mais privilegiada e têm custo operacional maior.

Segredo 3, que não deveria existir

O lado ruim das cias aéreas low cost é que algumas empresas utilizam aeronaves de segunda mão que algumas vezes são ultrapassadas e a manutenção pode deixar a desejar.

Além disso, o que acontece bastante é que os aviões decolam com menos combustível de segurança – o combustível extra que é usado para ficar sobrevoando o aeroporto quando não é possível pousar por causa de condições climáticas.

Assim eles carregam menos peso do combustível de segurança e gastam menos combustível de voo.

Mas há sim combustível de segurança, não confundam.

Por isso é preciso estar atento às notícias envolvendo as cias aéreas (low cost ou não) e pesquisar na internet sobre os acidentes e incidentes aéreos.

Esse site www.aviation-safety.net mostra notícias de todas as cias aéreas. Vale ficar de olho.

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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2 comentários em “O segredo das cias aéreas low cost

  1. Permita-me discordar do 3º segredo, no que diz respeito ao combustível. Não existe essa de ‘decolar com menos combustível de segurança’, pois é obrigatório as aeronaves serem despachadas dessa forma: Combustível do aeroporto A + B, + aeroporto de alternativa, + 10% de contigência, + 30 min sobrevoando a 1500 pés – no caso de transporte aéreo regular. No caso de voos fretados, A + B + aeroporto de alternativa + 45 minutos. Para mais informações, consulte o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica – RBHA 121 e RBHA 135. Atualmente em fase de transição para RBAC.

    1. Olá David! Sabemos da existência das regulamentações quanto ao combustível e outros procedimentos de segurança de voo, mas também lemos notícias sobre turismo e aviação.

      A afirmação foi feita com base em notícias sobre alguns incidentes, como esse por exemplo http://www.elconfidencial.com/espana/2012/08/18/los-controladores-pensabamos-que-los-aviones-de-ryanair-se-estrellaban-103928/

      No entanto, relemos essa parte do post e vimos que parece meio generalizado quando na verdade não é. Como está escrito dá a entender que isso é muito comum. Vamos editar essa parte do post e esclarecer melhor.

      Você citou o regulamento brasileiro, mas acreditamos que no Brasil isso não deve acontecer, já que não há no país empresas aéreas realmente low cost.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraço!

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