O destino de hoje é o Monte Sanage, que não está entre os principais atrativos turísticos do Japão, mas para quem vai passar bastante tempo em Aichi-Ken (ou vive por lá), é uma boa ideia incluir no roteiro.

De Chiryu ao Monte Sanage

Saímos de casa às 11:00 da manhã, já um pouco atrasados, pegamos um trem para a cidade de Toyota e depois um ônibus até o Templo Sanage, que fica próximo ao Monte Sanage.

A viagem de trem demorou cerca de 30 minutos e custou 390 ienes.

Chegando no centro de Toyota, fomos até o posto de informações turísticas para pegar o horário do ônibus. O próximo sairia às 12:15 e depois só às 14:30, como já era meio dia, compramos os lanches e tivemos que almoçar no ponto de ônibus mesmo. De ônibus levamos também 30 minutos e a passagem custou 510 ienes.

O trajeto total de Chiryu até Sanage é de 35 kilometros. O ônibus foi pontual e às 12:45 chegamos ao templo.

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Templo Sanage

Havia uma movimentação na entrada, famílias indo e vindo e rojões indicavam que o matsuri (festival, em japonês) já havia começado. Estranhamos, pois vimos num site que o matsuri começaria às 18:00.

O Monte Sanage é uma montanha localizada entre as cidades de Seto e Toyota e é o trajeto mais popular das trilhas do Tokai Nature Trail.

O portal de entrada era belíssimo. Feito de madeira com detalhes esculpidos em todos os lados.

Duas grandes lanternas de papel completavam o cenário tipicamente japonês.

Um pouco adiante havia um local onde os japoneses costumam lavar as mãos e enxaguar a boca para se purificar antes de entrar no templo.

O chafariz era um dragão que ‘cuspia’ a água purificada em um tanque de pedras.

O festival

O festival era bem pequeno, algo como uma festa onde só comparecem os parentes das pessoas que se apresentam no desfile.

Crianças, adolescentes e adultos, simbolizando guerreiros, representavam uma luta com bastões e espadas. Luta visivelmente coreografada, mas assim mesmo muito bonito de assistir.

O templo principal estava fechado e na entrada 3 homens vestidos de branco representavam os deuses que desciam à Terra uma vez por ano para proteger a colheita de arroz.

O festival era em agradecimento à colheita que acabava de ser feita.

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Como é comum em festivais relacionados à colheitas, havia um altar com oferendas. Penduradas na parede de madeira estavam várias foices velhas e enferrujadas. Outras, novas, continham escrituras em kanji (ideogramas japoneses).

Os estrondos que ouvimos quando chegamos eram, na verdade, tiros de armas antigas.

Uns dez homens vestindo Yukata (roupa semelhante ao kimono) socavam a pólvora no cano da arma e depois acendiam o pavio para disparar. Cada um disparava em sua vez, em intervalos iguais, dando ritmo aos disparos. Enquanto isso os guerreiros continuavam a lutar.

Nosso objetivo lá era outro, então, no ritmo dos disparos, nos colocamos a caminhar mata adentro.

Trilha do Monte Sanage

Enquanto a trilha que começa em Seto é mais fechada, essa trilha que pegamos em Sanage possui muitos templos e locais religiosos antigos. A trilha que começa no Templo Sanage também faz parte do Aichi Kogen Quasi National Park.

Começamos a trilha do Monte Sanage um pouco depois do horário previsto e isso atrapalhou um pouco os planos.

Placas indicavam a presença de ursos e diziam para não caminhar à noite nas trilhas. Um pouco mais à frente outra placa: Cuidado, abelhas! Mas o que mais vimos foram cobras e aranhas.

A trilha começa com 139 metros de altitude e o topo do Monte Sanage está a 629 metros. Não é muito, mas a ideia é praticar o trekking mesmo, já que a subida do Monte Fuji foi bem difícil.

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No caminho de ida, as subidas são íngremes e exigem muito fôlego.

Passamos por um moinho d’água onde antigamente funcionava uma fábrica artesanal de vasos e louças de barro.

Um pouco após a metade do caminho de ida, duas pedras servem de mirante em uma clareira na mata. De lá é possível ver a cidade de Toyota, mas o cenário seria bem mais belo não fosse à poluição sobre a cidade. Pelo jeito esse problema também afeta o Japão.

Chegamos a um ponto onde havia uma trilha até o topo do monte Sanage e outra que descia pelo outro lado até o templo onde começamos a trilha.

A volta

O atraso no início da trilha nos fez decidir voltar, pois o sol estava já bem baixo e nós estávamos na face leste da montanha, que fica escuro em locais de mata muito fechada.

Na descida passamos por um templo abandonado com uma enorme escadaria de pedras de onde era possível ver a cidade novamente.

Um pouco mais a frente entramos em uma estreita estrada de asfalto que serpenteava entre a mata morro a baixo. Seguimos por ela uns 300 metros e depois entramos de novo na trilha.

Começamos a ouvir um barulho de água que ia aos poucos aumentando. A possibilidade de ver uma cachoeira nos animou muito.

Logo avistamos um riacho por um pequeno desvio na trilha. Esse caminho foi feito artificialmente de concreto com aparência de troncos.

Subidas e descidas muito íngremes seguem o curso do pequeno rio. Há nesse trecho umas 5 ou 6 quedas d’água, a maior com uns 3 metros de altura.

Fim da trilha do Monte Sanage

Saímos da pequena trilha e seguimos por uma estradinha de terra até o templo Sanage. Depois de 4:20 de caminhada, ao chegar no templo, vimos que o matsuri tinha acabado.

Para piorar, as barracas de comida estavam todas fechadas e estávamos com muita fome. Tínhamos planejado comer nas barraquinhas antes de ir embora, pois a informação que tínhamos era que o festival começava a noite.

Pelo menos chegamos no templo a tempo de pegar o último ônibus para a estação central de trem de Toyota. Do contrário, para piorar, gastaríamos uma boa grana com um táxi.

No ônibus jantamos as barras de cereal e dormimos até o centro de Toyota. No trem, o cansaço também nos venceu e dormimos até Chiryu.

A caminhada não se deu até o topo, e não conhecemos tudo realmente, mas deu para ter uma ideia e vivenciar um pouco mais da cultura japonesa pelo caminho.

Nós fizemos bate e volta pois a nossa cidade é bem pertinho, mas se você quiser se hospedar por lá, veja aqui as opções de onde ficar em Toyota. Para planejar sua viagem ao Japão, leia os nossos outros posts aqui.

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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