Santo Ângelo, dia 11 (18 de novembro de 2017)

Acordamos um pouco tarde hoje, sem pressa, e tomamos um reforçado café da manhã.

A conversa no café foi bem animada, pois tinha bastante gente na casa da vó da Jú. Entre pães, salame colonial, melado e café (entre outras gostosuras), as conversas foram sendo colocadas em dia.

Eu achei engraçado quando a vó Cenaide disse:

– Tem leite de vaca e tem leite de caixinha.

Falei baixo pro Jonathan:

– O de caixinha não é de vaca?

– Vó, o Douglas tá te zuando aqui.

Sorte que ela não escutou.

A tia da Jú falou de um joalheiro aqui da cidade que tem umas peças bem bonitas e em conta, então, a maioria decidiu ir lá (a maioria é mulher hehehe).

A loja estava bem cheia e esperamos um pouco. Quando chegou a nossa vez, percebemos que não estava tão barato quanto a tia Ana tinha dito. Certa hora a Jú disse:

– Tem um mostruário com promoções??

Hahaha, direto no que interessa. Mas não tinha, não.

Voltamos para a casa da vó Cenaide e encontramos a mãe da Jú, que havia chego de viagem fazia pouco tempo.

Almoçamos todos no centro de Santo Ângelo, nos juntamos ao almoço de aniversário da Fran, prima da Jú.

Voltamos para a casa da vó Cenaide outra vez, nos aprontamos e saímos para passear, agora com a mãe da Jú junto.

Vinícola Fin

A primeira parada foi na Vinícola Fin, que fica a 20 km da cidade. Lá o senhor Jorge nos contou sobre o processo de produção e também algumas curiosidades sobre os vinhos.

Vinícola Fin do Rio Grande do Sul, em Entre-Ijuis

Eles também produzem queijos, salames e copa. Provamos um pouquinho de tudo: os frios, vinho tinto, vinho branco, espumante e suco de uva.

Paisagens do interior do Rio Grande do Sul

Enquanto a mãe da Jú e a tia Ana batiam papo com o dono (descobriram que a prima dele é vizinha da tia Ana em Porto Alegre), nós fomos visitar o restante da propriedade.

O local é bem bonito, com um gramado verdinho e um lago. Dá para visitar as parreiras também, mas não tinham muitas uvas.

Vinícola Fin no interior do Rio Grande do Sul

De lá, pegamos a estrada até São Miguel das Missões, onde ficam as Ruínas de São Miguel.

Ruínas de São Miguel

Quase todos já conheciam as Ruínas de São Miguel, só faltava a Mari. Então lá fomos nós, pois mesmo já conhecendo, vale a pena revisitar esse lugar.

O Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo é um conjunto de ruínas da Redução de São Miguel Arcanjo, que fazia parte dos chamados Sete Povos das Missões.

Pórtico no caminho para as Ruínas de São Miguel, Rio Grande do Sul

Entre todos os Sete Povos das Missões, este é o mais bem conservado e é um dos principais remanescentes do período das Missões Jesuíticas dos Guarani no mundo todo.

Cruz Missioneira e as Ruínas de São Miguel ao fundo, Rio Grande do Sul

A igreja foi construída entre 1735 e 1750 e se mostra imponente na paisagem.

Além de toda a história da evangelização dos guaranis, o local também esteve envolvido em disputas políticas e territoriais entre Portugal e Espanha.

Ruínas de São Miguel e os Legos Viajantes, Rio Grande do Sul

Andamos sem pressa, ouvindo as explicações do áudio guia que alugamos (R$ 5,00), tirando fotos em todos os cantos e meio que fazendo um book fotográfico hehehe.

O lugar é muito fotogênico.

Paisagens das Ruínas de São Miguel no Rio Grande do Sul

Ainda estava claro, mas já fomos jantar, pois agora no horário de verão o Espetáculo Som e Luz começa às 21h30, e a bilheteria abre às 20h30.

Café do Leitor

Entramos em um consenso: hoje um lanche cairia muito bem. Perguntamos por uma lanchonete no centro de visitantes e nos indicaram o Café do Leitor.

Logo na saída do estacionamento encontramos o Felipe e a Kessy que vieram para assistir o Espetáculo Som e Luz conosco. Eles são os primos da Jú que vocês já conheceram em outros posts, de Sampa.

O Café do Leitor é um lugar muito agradável, bem decorado e ‘simpático’.

Onde comer nas Ruínas de São Miguel

Centenas de livros estão expostos e os clientes podem ler a vontade.

Também faz parte da decoração souvenires de vários países do mundo, que depois descobrimos ser do dono do local, que é apaixonado por viagens.

Quase todos pediram o Hamburger Australia, que é de carne moída com calabresa defumada, creme mix de queijos, molho barbecue e bacon caramelizado em fatias.

Onde comer hambúrguer nas Ruínas de São Miguel, Rio Grande do Sul

Os lanches foram chegando um por um e logo depois chegou o escondidinho de carne e purê de batata da Kessy e a conversa foi mais ou menos essa:

– Você não vai tirar foto do escondidinho?

– Não precisa…

– Ah, por que? Ele não vai pro blog?

Então, tá bom, olha a foto do escondidinho no blog, Kessy 🙂

Onde comer nas Ruínas de São Miguel, Rio Grande do Sul

Quando vimos que estava escurecendo, percebemos que a bilheteria já estava aberta e fomos pra lá rapidinho para garantir um bom lugar.

Espetáculo Som e Luz

Gente, a entrada do Espetáculo Som e Luz é uma grande bagunça. Tem uma “fila” que na verdade é uma montoeira de gente, com mais gente chegando pelos lado, sem organização nenhuma.

Enquanto alguns de nós foram comprar o ingresso (R$ 15,00), os outros ficaram na tal da fila.

Quando a entrada foi liberada, a bagunça foi liberada de vez, com gente entrando na nossa frente na maior cara de pau.

Depois de passar pelo portão, a Jú saiu correndo, por um caminho mais curto e diferente do que as pessoas estavam fazendo,  para pegar um lugar para sentar. E eu fui atrás né, senão iria me perder dela.

Conseguimos sentar todos juntos e ainda bem que trouxemos cobertor, porque estava um ‘frio de renguear cusco’, como os gaúchos dizem por aqui hehehe.

Todos se sentaram em uma pequena arquibancada bem de frente à igreja, em meio à escuridão da noite.

Ainda bem que hoje o tempo estava aberto e o céu estava muito estrelado.

Show de Som e Luz nas Ruínas de São Miguel

A história das Missões é narrada por duas personagens da experiência missioneira ainda presentes no local: a igreja e a terra.

As narrações e os diálogos, junto com a iluminação na igreja e nas árvores ao redor, contam sobre o nascimento, o desenvolvimento e o fim da experiência Jesuítico-Guarani.

O espetáculo dura 48 minutos, onde aprendemos sobre o cotidiano da sociedade ali formada e do processo de evangelização, que termina com o conflito político que gerou uma guerra onde muitos indígenas lutaram e morreram.

Saí de lá bem impressionado com o espetáculo. Vale a pena passar frio para aprender um pouco sobre a história da região.

Já era 10 e meia quando pegamos a estrada de volta a Santo Ângelo. Tomamos banho e dormimos.

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Douglas Sawaki

Formado em Turismo e Hotelaria, com experiência em vendas e marketing na área do Turismo. Paulista que aprendeu a curtir São Paulo depois que deixou de ser um cara estressado. Meio sedentário, meio esportista, se é que você me entende.

2 comentários em “Diário de Viagem – Dia 11 – Ruínas de São Miguel das Missões, RS

  1. Ótimo passeio, as belezas naturais vão além das descritas aqui… as fotos maravilhosas e o lugar lindíssimo, imagina você nessa exuberante natureza.
    Vale a pena visitar,”Ruínas de São Miguel, Patrimônio Universal”.

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