Cambará do Sul, dia 08 (15 de novembro de 2017)

Acordamos cedo e super ansiosos para finalmente conhecer uma das maravilhas naturais do nosso país, os Cânions do Rio Grande do Sul.

Café da manhã na Padaria Dois Irmãos

Tomamos o café da manhã na padaria Dois Irmãos. Ao mesmo tempo que tinha que ser um café reforçado por causa da caminhada, não poderia ser exagerado, pelo mesmo motivo. Optamos pelo básico, misto quente na chapa e café.

Íamos comer mais, mas vimos que a padaria vende lanche para trilha, que é um sanduíche de nossa escolha já embalado em plástico filme. A Susana caprichou nos lanches 🙂

Parque Nacional de Aparados da Serra

Conforme combinado, encontramos o Bruno da Genaro Turismo em frente a padaria às 8hs e colocamos o pé, digo, o jipe na estrada.

Para chegar do centro de Cambará do Sul até o Parque Nacional de Aparados da Serra são 18 km de estrada de terra. Vimos carros de passeio fazerem o trajeto, mas não pode ter dó do veículo não, e na chuva não é aconselhado.

Para ir tranquilo e aproveitar a paisagem de campos verdes e araucárias, deixe o carro no hotel e vá com uma das empresas de passeios da cidade. Fica a dica.

Cânion Itaimbezinho

Aqui no Parque Nacional de Aparados da Serra está o Cânion Itaimbezinho, o grande atrativo turístico da região.

O nome vem do tupi-guarani em que ita significa pedra e aimbé significa cortada ou afiada. O nome então significa Pedra Cortada ou Pedra Afiada, e como vimos na caminhada, está mais para Pedra Cortada.

Suas paredes medem 5,8 km de extensão e se perdem nas curvas. Da borda do cânion até o fundo são 720 metros de profundidade e 600 metros de largura separam os dois lados.

São 3 trilhas, duas na parte alta, que foram as que fizemos, e uma dentro do cânion, chamada Trilha do Boi, que não fizemos pois precisa de um dia inteiro. Bom já temos um motivo para voltar 🙂

Trilha do Cotovelo

Durante o caminho o guia Bruno foi explicando várias coisas sobre os parques e as trilhas e quando estacionamos, foi hora de descer do jipe e caminhar, caminhar, caminhar.

Começamos com a Trilha do Cotovelo, que tem esse nome, pois a trilha termina na parte do cânion que forma uma curva como um cotovelo.

A Trilha do Cotovelo tem 6km de extensão, 3km para ir e 3km para voltar, que podem ser feitos a pé ou de bicicleta. A pé leva em torno de 3 horas ida e volta.

O caminho é tranquilo e até mesmo pessoas sedentárias podem faze-lo. Idosos e cadeirantes podem solicitar que um carro os leve até o mirante.

No começo não se vê o cânion, pois a mata impede. A caminhada é mais entre as árvores em um caminho bem determinado, onde não dá para se perder.

Mais ou menos na metade a trilha começa a ser pela borda do cânion e já no primeiro mirante a vista é deslumbrante. O Cânion Itaimbezinho é de beleza única! Daqui dá para ver o fundo dele.

Caminhamos mais um pouco, margeando o ‘cotovelo’ de onde a vista é igualmente inesquecível.

O interessante é que estamos no Rio Grande do Sul e a um metro para baixo, para dentro do cânion, é Santa Catarina. Mas ó, nada de querer dar um pulinho em SC não tá 😛

Trilha do Vértice

Voltamos pelo mesmo caminho e para o outro lado da sede do parque está a Trilha do Vértice, que tem esse nome porque é o lugar onde os dois lados do cânion se encontram. Mas é claro que você, que não matou aula de geometria, já sabia o motivo do nome né.

A trilha tem 1,5km e é fácil, mas como já tínhamos caminhado 6km, ficou um pouquinho cansativo. Esquecemos o cansaço e fomos, pois de lá dá para ver uma cachoeira belíssima.

Dica para quem vai fazer as trilhas: não esqueça o chapéu ou boné, o protetor solar, lanchinho e água para durante a trilha (pelo menos 1 litro).

Almoço no Restaurante Cambará

Voltamos para o centro de Cambará do Sul e almoçamos no Restaurante Cambará.

No almoço ele funciona no sistema de buffet no fim de semana, nos feriado ou através de reservas. Fora isso é a la carte.

Eu comi um pouco de tudo, tinha arroz, feijão, carne cozida, bife, batata frita, farofa, cabocha, 5 tipos de saladas e uma mandioca com carne que estava o mais delicioso de tudo. Como sobremesa, 4 tipos de frutas.

O almoço custa R$25,00 (buffet livre).

Parque Nacional da Serra Geral

Às 14h30 o Bruno nos pegou no restaurante para continuar o passeio por outro dos principais pontos turísticos de Cambará do Sul, o Cânion Fortaleza, que fica no Parque Nacional da Serra Geral.

O Cânion Fortaleza possui 7,5 km de extensão e, em alguns pontos, chega a ter 900 metros de altura. O nome tem a ver com o formato de sua estrutura geológica, que lembra, vamos ver quem adivinha… Isso! Uma fortaleza!

Para chegar do centro de Cambará até o Cânion Fortaleza são 23km, dos quais 11km são de estrada de terra. Também dá para ir de carro de passeio, mas tadinho dele…

No Cânion Fortaleza é possível realizar três trilhas. Nós fizemos a Trilha do Mirante do Fortaleza, que tem extensão total de 3,2 km (ida e volta) e a Trilha da Pedra do Segredo, que tem 2,7 km no total.

Vocês estão somando os quilômetros que andamos hoje?!

A terceira é a Trilha da Cachoeira do Tigre Preto, que tem 2 km. Fica o desafio: fale bem rápido 3 vezes o nome da trilha hahaha

O acompanhamento de guia/condutor na parte de cima não é obrigatório, mas eles dão tanta explicação interessante que vale a pena, viu.

Trilha do Mirante

Lembra da dica do chapéu/boné e protetor solar? Então, aqui o bicho pega, não tem sombra nenhuma. A caminhada é por um campo aberto.

Nesta caminhada é possível observar quase todo os 7,5km do Cânion Fortaleza e em certo ponto do trajeto, se o dia estiver claro (melhor no inverno), dá para ver o litoral do Rio Grande do Sul lááááá longe.

Esse é um bom lugar para parar e apreciar a vista, mas como não tem sombra e está meio longe do final, ficamos só um pouquinho e seguimos a caminhada.

A caminhada é subindo, contornando uma parte do cânion. A cada 10 minutos eu perguntava pro Bruno: tem uma sorveteria lá no fim da trilha né?

Lá em cima a vista é ainda mais esplendorosa, tanto que o sol forte já não importava mais e ficamos um tempão admirando cada lado do Cânion Fortaleza. O vento forte vindo do litoral ajudava a amenizar o calor, mas a gente já sabia que a consequência viria logo.

Na volta eu só pensava que podia ter um teleférico daqui da parte alta até o começo da trilha… Não, não, melhor deixar a natureza assim bruta, para que não aconteça uma invasão turística desenfreada.

Ah! Esse é o Bruno, guia da Genaro Turismo.

Voltamos até o estacionamento e de lá passamos para a outra trilha, a da Pedra do Segredo.

Trilha da Pedra do Segredo

– Bruno, qual é o segredo?

– Não te conto, tem que caminhar para descobrir…

E lá vamos nós então para mais 2,7km de caminhada até a Pedra do Segredo. A trilha é fácil, o problema é que já caminhamos muito hoje e como o sol estava muito forte o dia todo, o corpo já estava pedindo um descanso.

Eis que chegamos à Pedra do Segredo, que chama a atenção por sua formação geológica. Ela é formada por um só bloco monolítico de cinco metros de altura e de aproximadamente 30 toneladas. E qual é o segredo? Como é que essa pedra grande e pesada consegue ficar equilibrada em uma base estreita de 50 centímetros?

Bom, para descobrir as respostas, sugerimos que você vá lá pessoalmente e pergunte para o Bruno hahaha.

Voltamos para o centro de Cambará e eu consegui dormir até mesmo no balanço do jipe na estrada de terra hehehe.

Jantar no Restaurante Cambará

Voltamos ao hostel, tomamos um banho e logo saímos para jantar, antes que o cansaço nos vencesse.

O jantar foi novamente no Restaurante Cambará, mas dessa vez não foi buffet.

Escolhemos no cardápio o Bauru, que não tem nada a ver com o lanche que em São Paulo conhecemos por esse nome.

O Bauru gaúcho é um bife a parmegiana mais caprichado, com presunto, queijo, tomate, cebola e alho. Acompanhou arroz e batata frita.

Estava saborosíssimo, mas era enorme e sobrou quase metade.

Voltamos ao hostel a pé e tratamos de dormir o mais rápido possível. Arrumamos tudo ligeirinho e capotamos cedo, pois amanhã tem mais passeios em cambará do Sul.

Douglas Sawaki

Formado em Turismo e Hotelaria, com experiência em vendas e marketing na área do Turismo. Paulista que aprendeu a curtir São Paulo depois que deixou de ser um cara estressado. Meio sedentário, meio esportista, se é que você me entende.

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