Quando tínhamos 14, 15 anos, ainda no século passado, no milênio passado, achávamos que o Rock poderia mudar o mundo. No fundo, ainda acreditamos nisso. Porém hoje em dia somos mais realistas e temos certeza que as viagens podem mudar o mundo.

Como? Bom, as viagens podem proporcionar experiências e conhecimentos sobre outras culturas. Isso pode nos fazer refletir sobre a nossa própria cultura e nosso comportamento em relação ao restante do mundo.

A partir disso, preconceitos e ideias errôneas cristalizadas nas nossas cabeças podem ser substituídas por conhecimentos mais imparciais e verdadeiros, colhidos na fonte, que sim, podem vir a mudar o mundo.

Foi pensando nisso, e em tudo o que aprendemos nos nossos trinta e poucos anos em alguns países e regiões do Brasil, que decidimos criar no blog a série de posts sobre o assunto, e trazer um exemplo em cada.

O caso da frieza dos japoneses

Antes de nos mudarmos para o Japão, ouvíamos falar (e ainda ouvimos) que os japoneses são frios e não demonstram os sentimentos.

Desembarcamos lá com essa ideia preconcebida (e olha que um de nós é descendente de japoneses).

Ainda no aeroporto vimos que nos reencontros, os japoneses corriam como quem iria dar um pulo e um abraço para matar a saudade, mas subitamente paravam em frente um do outro e reclinavam o corpo fazendo o tradicional sinal de cumprimento, sem nenhum contato mais afetuoso.

Sempre dizemos que é preciso conhecer a cultural alheia de forma mais aprofundada possível, para que tais ideias preconcebidas possam ser confirmadas ou não.

Se estivéssemos fazendo uma conexão naquele aeroporto, diríamos que a frieza dos japoneses é real, sem sombra de dúvidas.

Mas não, não era só um voo de conexão. Estávamos desembarcando lá para uma extensa temporada, que durou quase 4 anos.

Nesse meio tempo, a tal ideia preconcebida, preconceituosa e generalista, de que os japoneses são frios, foi se dissipando.

Pelo menos isso aconteceu com algumas pessoas com as quais convivemos, principalmente do curso voluntário de língua japonesa.

O tempo passou e na última aula, antes de voltarmos para o Brasil, fomos nos despedir dos professores. Porém nem todos estavam lá, pois os voluntários faziam um rodízio semanal.

Como faltava ainda uns dias para o embarque de volta, os professores pediram para que voltássemos na próxima aula, pois eles avisariam todos os professores que não estavam presentes naquele dia.

Nesse meio tempo, uma das professoras nos convidou para um almoço, o que foi de certa forma uma surpresa. Almoçamos em uma agradável cantina italiana e outras duas professoras também foram.

Os japoneses são mesmo frios?

Voltamos na aula seguinte e estavam todos os professores lá.

Conversamos, tiramos fotos e todos desejaram nos sucesso na nova fase no Brasil. Os professores se emocionaram com a nossa partida.

Não foi um simples tchau. Não foi uma despedida formal e de praxe.

A senhora de mais idade, que coordenava o curso voluntário de japonês, chorou, disfarçadamente, mas chorou. E nós também.

Não sei se por saudade antecipada ou por saber que aquelas pessoas poderiam ser exatamente como ‘prevê’ o estereótipo de ‘como é um japonês’.

A partir dessa experiência sempre refletimos. Todos os japoneses são frios? Há japoneses afetuosos? Ou a frieza dos japoneses está sendo aquecida pela globalização, pelas pessoas que viajam para o Japão e pelos japoneses que viajam pelo mundo.

Um exemplo simples, que a princípio pode não representar muito na mudança do mundo.

Mas e se pensarmos na origem dos conflitos por causa de intolerância religiosa, cultural ou étnica? Será que as viagens também não podem ajudar a mudar o mundo?

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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2 comentários em “As viagens podem mudar o mundo? O caso dos japoneses

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