Neste post vamos falar sobre as fases do choque cultural. Bom, como não se trata de um artigo científico de sociologia, vamos tentar manter as informações bem simples.

Segundo a Wikipédia

choque cultural refere-se à ansiedade e sentimentos (de surpresa, desorientação, incerteza, confusão mental, etc.) sentidos quando as pessoas têm de operar dentro de uma diferente e desconhecida cultura ou ambiente social.

Após deixar o que era familiar para trás, as pessoas têm de encontrar o caminho em uma nova cultura que tem um modo de vida e uma mentalidade diferente, tal quando em um país estrangeiro. A partir dali, nascem as dificuldades de assimilar a nova cultura, causando dificuldades em saber o que é adequado e o que não é. Muitas vezes combinada com uma aversão ou mesmo nojo (moral ou estético) com certos aspectos da nova cultura

Para falar sobre as fases do choque cultural, colhemos informações de diversas fontes e acrescentamos um pouco da nossa vivência.

Escrevemos tendo em mente viagens extensas, em que o viajante busca aprender algo com a viagem, ao invés de apenas passar pelo destino.

Resumidamente pode-se dizer que as fases são:

Fase da Lua-de-mel (ou de Euforia)

Na chegada e durante os primeiros dias no novo ambiente, que pode ser um país novo ou até mesmo uma nova cidade, a pessoa passa pelo período da lua-de-mel, em que o sentimento é de extremo entusiasmo, euforia e empolgação.

As diferenças na forma de se vestir, na culinária, nos costumes sociais divertem e deixam a pessoa fascinada.

Relevam-se algumas características culturais que incomodam, pois o entusiasmo é dominante.

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Mesmo com dificuldades de comunicação por causa do idioma diferente, o viajante se diverte com a situação.

Esse período é cheio de descobertas e observações e pode durar dias.

Quando as descobertas deixam de acontecer, a fase de lua-de-mel termina e começa (ou não, dependendo da adaptabilidade do viajante) a fase de rejeição.

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Choque cultural pelas ruas de Delhi, Índia

Fase da Rejeição (ou Irritabilidade)

Essa fase é a do choque cultural propriamente dito, é onde se vivencia o stress cultural.

A fase é marcada pelas críticas e talvez pelo ressentimento. A realidade passa a confrontar o cenário idealizado pelo viajante.

Mesmo quando o viajante possui muitas informações prévias sobre a cultura, o choque é inevitável. A pessoa percebe que não há modelos a seguir para comunicar-se e interagir adequadamente com as pessoas do local.

As diferenças podem começar a incomodar e tudo o que fascinava na fase anterior parece perder a beleza.

É nessa fase que se sente as primeiras dificuldades com relação ao idioma, com as pessoas, com os prestadores de serviço turístico, com os costumes culturais.

A pessoa se sente deslocada, como se estivesse em um local inapropriado para ela.

Coisas cotidianas, como os programas de TV que costumava assistir começam a fazer falta.

No período de rejeição a pessoa percebe que, como forasteiro, as diferenças culturais passam a tornar as simples ações cotidianas da viagem em grandes desafios.

Dependendo da intensidade da fase de lua-de-mel, a fase de rejeição pode trazer uma desilusão ainda maior.

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Pelas ruas de Delhi, Índia

Fase da Aceitação (ou Ajuste, Integração Inicial)

Esse é o ponto chave: ou a fase da rejeição deixou a pessoa amadurecida para esta nova fase, ou o indivíduo desiste de se ajustar à cultura e traça um novo itinerário para a viagem.

As crises da fase anterior proporcionam amadurecimento necessário para tornar o indivíduo preparado para a fase de integração.

É nesse momento que a viagem proporciona aprendizado profundo e verdadeiro.

As críticas às diferenças culturais passam a ser estudadas e compreendidas.

Passa-se a querer entender o porquê de tudo ao seu redor.

Nessa fase é que surge o aprendizado sobre a nova cultura, as coisas começam a fazer sentido.

Nessa etapa, a pessoa começa a se conhecer melhor, identifica os próprios limites e todas as possibilidades de crescimento com a experiência da viagem.

Tudo o que nos rodeia volta a ser interessante.

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Integração (sentindo-se em casa)

Depois de se integrar à nova cultura, o indivíduo sente-se em casa. Pode-se até dizer que possui duas identidades culturais.

Assim a pessoa se torna acostumada aos hábitos, costumes, culinária, e outras características culturais do local.

Chega ao fim o sentimento de ser um forasteiro, um intruso. A nova cultura irá integrá-lo automaticamente.

Começa-se a agir, sem notar, como alguém que nasceu ali, pois o conhecimento cultural está presente na pessoa.

É muito difícil de ocorrer com quem está apenas viajando, pois é necessário passar muito tempo na mesma cultura, por isso ocorre com mais freqüência com quem está em viagem de estudo ou à trabalho.

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Choque Cultural Reverso (ou de retorno)

A viagem termina e é hora de voltar para casa. Quem desistiu da viagem na fase de rejeição não passa pelo choque de retorno e agradece imensamente por voltar ao lar.

Porém, quem passou pela fase de integração sente o impacto do choque de retorno.

É preciso se readaptar, relembrar como é a sua cultura original.

Pode surgir o sentimento de tristeza, de insegurança, de desorientação.

Alguns não aceitam mais se reenquadrar na cultura original e buscam colocar em prática os pontos positivos da cultura que conheceu durante a viagem.

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Essas são as fases do choque cultural, mas o assunto ainda não chegou ao fim. No próximo post falaremos ainda dos sintomas, das causas e dos efeitos do choque cultural.

E ai, você identificou sua viagem com alguma das fases? Comente…

PS: Sabemos que o Wikipédia não é a fonte mais segura de informações, mas é a ideal para uma abordagem não-científica. De outra forma, o texto seria mais chato ainda. Quem iria ler?  🙂

Mais sobre choque cultural, aqui.

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Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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