Os golpes estão por todas as partes, em todos os países e em todos os idiomas. Ele não poupa ninguém nem discrimina.

Não deveria ser normal, mas é, principalmente contra os viajantes.

E quer uma pessoa mais fácil para dar golpe do que um turista (provavelmente) distraído? Um estrangeiro com poucas informações sobre o país?

A maioria dos golpes não coloca em risco a vida dos turistas, são apenas para distraí-los e de alguma forma ganhar o dinheiro deles.

Vamos falar de alguns golpes contra viajantes que aconteceram (ou quase) conosco.

Golpes na Tailândia

1. Em Bangkok, andar de tuk-tuk é um tremendo desafio. Bobeou, caiu no golpe. Você diz o lugar que quer ir, o motorista diz que sabe onde é, fala o preço e começa a dirigir. Depois de um tempo ele pára e diz que chegou. Você se vê perdido e pergunta: é aqui o lugar ABC? Ele responde: ABC? Você disse XYZ! Logo em seguida o motorista já emenda: Para te levar até ABC vai custar mais x dólares!

Como não cair no golpe? Mostre por escrito o nome do local e aponte no mapa.

2. No trajeto por terra de Bangkok (Tailândia) até Siem Reap (Camboja) existe mais de um golpe: primeiro, na fronteira entre os países, a empresa de transporte nos leva até um atravessador, que cobra o dobro para fazer o visto dos passageiros. Só depois continua a viagem até a fronteira, onde pode-se também tirar o visto (pagando bem menos). Depois a van quebra na estrada de terra e fica parada por um bom tempo para deixar todos os passageiros bem cansados. Ao chegar a Siem Reap, a van para em um hotel que lhes paga comissão. Cansados do trajeto de horas em estrada de terra, os turistas não têm forças para negociar ou procurar outros hotéis e acabam dormindo onde a van os leva.

Como não cair no golpe? No caso do visto, você pode (e deve) fazer sem a ajuda do assessor, diretamente no check point. Quanto ao golpe do cansaço na estrada, enquanto a rodovia for esburacada, não tem o que fazer.

Golpes em Bali, Indonésia

3. Em Bali, paramos na estrada e um vendedor de artesanato de madeira veio mostrar as peças ao nosso primo. Depois de ver algumas e escolher, o vendedor muito, mas muito rapidamente, trocou a peça escolhida por outra. Descobrimos somente depois, quando estávamos no hotel assistindo a filmagem do dia. Logo, meu primo foi conferir a peça e viu que estava com a madeira lascada e mofada.

Como não cair no golpe? Não que o vendedor tire a peça escolhida de seu alcance visual.

4. Ainda em Bali, na troca de dólares por rúpias, em uma casa de câmbio não oficial, o balinês depois de mostrar e contar as notas na nossa frente 2 vezes, fez um movimento rápido e jogou metade das notas no colo dele antes de entregar. Por sorte percebemos o golpe, pois já tínhamos ouvido falar que era uma prática comum nessas casas de cambio e estávamos bem atentos aos movimentos.

Como não cair no golpe? Fique atento o tempo todo ou faça o câmbio em uma casa de câmbio regulamentada.

5. No templo Pura Besakih (Bali), na hora de pagar o ingresso do templo, o cobrador da bilheteria (que não é bem uma bilheteria) mostrou um ticket de 10 mil rupias e disse para nos apressarmos, pois estava começando um cerimônia. Juntamos os dinheiro (40 mil rúpias), pagamos e fomos correndo ver a suposta cerimônia. Depois, com calma vimos que a entrada custava 8 mil rúpias e que a tal cerimônia era só para nos distrair.

Como não cair no golpe? Leia atentamente o que está escrito no ticket e não se afobe para sair correndo.

Golpes na Índia

6. Em Varanasi um restaurante não-turístico (só havia indianos almoçando lá) nos serviu usando outro cardápio (o cardápio turístico), com preços acima do cardápio para indianos. Assim foi por 3 dias, até que suspeitamos e descobrimos. Isso acontece em vários lugares, mas neste caso nós “pegamos no flagra” e exigimos que nos devolvessem a diferença de todas as refeições que ali fizemos.

Como não cair no golpe? Observe para saber se há cardápios diferentes.

7. Em Jaipur um indiano queria nos dar o já famoso golpe dos diamantes. Ele perguntou se queríamos ser intermediários em uma venda de diamantes para um cliente europeu. Disse que o negócio já estava certo e o cliente só estava esperando alguém entregar. Bastava comprar dele e entregar para a pessoa na Europa, que receberíamos 10 mil dólares.

Como não cair no golpe? Não acredite em negócios bons demais para serem verdade. Simples assim.

8. Quando chegamos em Delhi pegamos um rickshaw pré-pago na estação de trem e fomos em direção a uma região com bastante hotéis. Depois de algumas esquinas, o motorista deu carona a um policial. Depois de um tempo, o policial disse que tínhamos que pagar uma taxa extra para cada mochila que estávamos levando. Ele falava 50 rupias e apontava para as mochilas. Relutamos em pagar, fingimos não saber inglês e não pagamos, mas também fomos obrigados a desembarcar no meio do caminho com o policial com a arma em punho.

Como não cair no golpe? Nesse caso é difícil pensar e agir, pois envolve um policial. Mantenha a calma.

Golpes no Vietnã

9. No Vietnã, o problema são os hotéis e albergues ‘clonados. Eles batizam a hospedagem com o mesmo nome de hotéis indicados nos guias mais famosos como Frommers, Lonely Planet, Let’s Go. Sempre há uma pessoa nas estações de ônibus ou trens para ‘ajudar’ o estrangeiro a encontrar o hotel, que fica logicamente em outro endereço. Os ‘ajudantes’ dizem que o hotel mudou de endereço ou te levam para o 2º hotel da ‘rede’, que dizem ser uma filial ‘recém-inaugurada’.

Como não cair no golpe? Não acreditem que o hotel fechou ou que está lotado.

10. Em Danang o golpe do transporte na verdade não é tão golpe assim. O cobrador do ônibus só diz que a passagem custa bem mais do que realmente é e como é difícil saber o preço real, o turista paga, já que não é tão caro assim. Nós percebemos uma pequena placa no vidro com alguns números escritos e concluímos que era o valor da tarifa. Já entregamos o dinheiro trocado para o cobrador, que ficou pedindo mais. Começamos então a dizer que não íamos pagar preço de turista, e depois de um tempo ele desistiu e cobrou corretamente.

Como não cair no golpe? Tente saber com antecedência quanto custa a passagem.

Alguns outros golpes contra viajantes são bem conhecidos e outros viajantes já relataram.

A dica que fica é você procurar por relatos de pessoas que já foram para o destino que você está planejando ir. Assim você já sabe o que pode vir acontecer, como diz o velho ditado: “prevenir é melhor do que remediar”.

Você já passou por isso nesses países? Teve alguma outra experiência de golpe em outro lugar? Comente, vamos trocar experiências…

Douglas e Julia

Bio de casal? Como assim? É que alguns textos foram escritos juntos, então aqui estamos nós. Julia é gaúcha que solta uns 'ô meu' e Douglas é paulista que manda uns 'bah tchê'. São formados em Turismo e Hotelaria com especialização em Marketing, amam viajar e criaram esse blog em 2005. Já viu, né, viagem é o assunto principal deles.

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26 comentários em “Fique atento: 10 golpes contra viajantes

  1. Na Indonesia e Tailandia, um golpe comum e que sempre acontece: eles falam que tem taximetro, mas chegando no carro , ou quase no destino descobrimos que nao tem, ai o preco vai la em cima, e depois de tanto negociar eles aida saem na vantagem…acontece mto!

    1. Verdade! Na Índia é assim também. A gente sempre usava os que tinham taxímetro, mas deixávamos muito claro que não íamos pagar outro valor que não fosse do taxímetro. Por isso algumas vezes foi muito difícil arrumar transporte. Se não tiver taxímetro tem que negociar muito antes de entrar no taxi.

    1. nao esquenta nao, venha me visitar na Asia que eu ja tenho todas as manhas, vc nao cai em golpe nenhum! ja cansei de salvar turista ahhah

      1. Opa! Sendo assim… to indo pra Tailândia, Camboja e Vietnã em novembro/13. Cê ainda tá pela Ásia? Se sim, tá por onde?

        1. Olá Pedro!! Nós não estamos na Ásia não, essa viagem já terminou (foi em 2007). Estamos no Brasil agora. Dá uma olhada nos posts desses países também.

          Abraço!!

          1. Eu vi que vocês já haviam voltado… tava falando pro Julio do comentário acima, caso ele possa ajudar quando eu estiver por lá. hehehe

          2. Ops, foi mal… O Julio pelo que sei costuma ir de vez em quando para a região, mas ele não mora lá. Abraço!!!

  2. Na Tailândia ainda tem a história que eles vão, sem o passageiro pedir, para lojas onde recebem comissão.

    1. É verdade, esquecemos disso. Obrigado por nos lembrar, Vicente Jr.

      Aconteceu muito com a gente no início, depois a gente já falava na hora de negociar o preço que se parasse em loja a gente ia pagar menos. Ou então, quando estávamos sem pressa, negociamos desconto na corrida em troca de parada em algumas lojas 😀

      Abraço!

  3. Eu sabia que tinham golpes (em que lugar que não tem, é?), mas esse do policial obrigando vocês a descer no meio da estrada com uma arma deve ter sido muito assustador. E esse golpe dos diamantes… será que alguém ainda cai nisso? É tão óbvio que é um golpe, haha.

    1. Essa hora do policial foi tenso mesmo, Sabrina, pois ele ficava conversando em Hindi com o motorista e a gente não entendia nada. Não sabíamos se poderia acontecer algo mais grave ou não.

      E dos diamantes, se ainda tem gente oferecendo, com certeza tem gente caindo ainda… Até pensamos em levar mais adiante pra ver no que ia dar, mas achamos melhor não brincar com essa gente… Vai saber né…

  4. Um golpe clássico em Roma é o das ciganas, que lhe param na rua ou nos ônibus. Eles sempre estão com crianças, algumas de colo, enquanto elas falam contigo e tentam rapidamente bater a sua carteira. Aconteceu comigo duas vezes, sem sucesso para elas é claro, pois moro no Brasil e em SP, e tenho experiência de sobra para não cair em uma dessa.

    1. Cleber, já ouvimos falar desse golpe também. Não tentaram com a gente não. Obrigadão pela dica!!!

  5. Na Turquia, em Istanbul, é o golpe do vendedor de tapete. Na praça Sultanahmet, um homem te aborda, pergunta de onde você é e começa a tecer varios elogios sobre seu país. Te convida a visitar a lojinha dele. Chegando lá um cumplice ja vem com uma xícara de chá, te convida a se sentar e o homem começa a jogar varios tapetes no chão te oferecendo um desconto “camarada”. De 20,000 euros por 500 euros. Uma pechincha!

    1. Oi Renato,
      Imagino que esse tapete na verdade não valha de verdade nem metade dos 500 euros hehehe. Eles se aproveitam que muitos turistas estão dispostos a gastar na viagem e que uma ‘super oportunidade’ faz os olhos brilharem né.
      Obrigado pelo comentário!

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